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Antiga gestão zerou os estoques de remédios e insumos ao deixar de pagar fornecedores

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Na coletiva de imprensa sobre os 100 dias de seu governo, nesta terça-feira, 11, o prefeito Guti disse que a antiga gestão deixou uma dívida de R$ 74 milhões na área da saúde. Do montante, cerca de 50 milhões são por inadimplência aos fornecedores de medicamentos e insumos. O governo anterior começou a deixar de pagar os fornecedores em julho, conforme a quantidade de medicamentos estocados.

“Agora a gente não sabe se foi propositalmente, justamente para explorar o nosso governo, ou por questões financeiras. Mas o fato é que eles [os não pagamentos] foram cronometrados”, informou o prefeito.

Como não é possível o rompimento dos contratos, a equipe de governo está empenhada na renegociação deles. O secretário de Saúde, Roberto Lago, informou que R$ 10 milhões já foram renegociados e nos próximos meses outros valores serão discutidos. Até o fim deste ano, o prefeito promete mudanças significativas na saúde a partir de uma reestruturação. “Talvez não seja o que a gente mereça, mas vai ser o que a gente precisa”.

Não foram passados muito detalhes sobre o que irá compor a reestruturação da saúde em Guarulhos, apenas algumas metas como: transformar o PA Paraíso em UPA, viabilizar o Ame Mais e criar o Cemeg Cumbica.

Outras dívidas

Na abertura do encontro, Guti fez um “raio-x” dos problemas herdados da gestão anterior e um detalhamento da dívida do município, que segundo ele, representa cerca de dois orçamentos anuais. “A dívida atual é de R$ 7,4 bilhões; sendo R$ 2,9 bilhões do SAAE para pagamento da Sabesp; R$ 1,4 bilhão referente a previdência e INSS; e R$ 1,3 bilhão de dívidas de exercícios anteriores a 2016; além de R$800 milhões em precatórios; R$ 450 milhões para a Proguaru e R$ 560 milhões em demais pagamentos e juros”, esclareceu.

Ao cenário caótico somam-se ainda 11,6 milhões em aluguéis atrasados, uma dívida de R$ 74 milhões só em insumos de medicamentos; 10 mil crianças sem creche; apenas 2% de esgoto tratado; rodízio de água de até 32 horas; estrutura administrativa inchada com 32 secretarias e coordenadorias.

 

 

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