InícioCANAISEMPREENDEDORISMOA importância de aprender com os erros

A importância de aprender com os erros

PUBLICIDADEspot_img

Por Tamiris Monteiro
Fotos: Marcelo Santos

Vitor Tadeu dos Santos Souza, mais conhecido como Vitinho, 37, começou cedo a empreender. Teve três negócios que não deram certo e, hoje, mesmo após inúmeras razões para desistir, segue firme como empresário. Tem, ao lado da esposa, uma empresa de contabilidade e também a KamGuru, página de descontos no Facebook. No início da vida profissional, Vitor foi funcionário de uma grande rede de escolas de cursos profissionalizantes e, ao perceber seus pontos fortes, decidiu alçar voos mais altos e usar seu conhecimento para abrir um negócio próprio.

“Trabalhei na Microlins por bastante tempo e praticamente todos os donos das franquias me convidavam para fazer a captação de alunos. Conheci diversas escolas e cheguei a morar dois anos em Goiânia para fazer um trabalho de captação por lá. Aí começou aquele pensamento: ‘faço para os outros e por que não fazer para mim?’. Já sentia vontade de empreender e, sob essa ótica, decidi montar uma escola, porque enxergava que a maior dificuldade deles era meu ponto mais forte, que era trazer os alunos. Acreditava que o resto seria mais fácil. Me uni a um sócio, mas não tínhamos muito dinheiro. Juntamos algo em torno de sete mil reais e fomos com a cara e coragem. Acreditávamos muito no nosso potencial. Alugamos uma sobreloja no bairro de Cumbica. Foi tudo bem rápido e maluco, mas as dificuldades foram aparecendo”, conta.

Aos 24 anos, Vitor passou por sua primeira decepção como empreendedor. “Perdi o negócio, mas não por dificuldades financeiras. Eu era muito imaturo e impulsivo e acabava brigando com meu sócio por besteira. Vendi minha parte na escola por um valor baixo e deixei a empresa de lado por impulso. Eu era muito jovem. Tanto que a empresa existe até hoje”, explica. Superada a frustração do primeiro negócio malsucedido, Vitor partiu para a segunda tentativa: uma reciclagem. “Fiquei por pouquíssimo tempo nesse ramo, isso porque esse meio tem bastante golpe e acabei sendo vítima de um comprador de mercadoria que me roubou. O cara pegou meu material e sumiu”.

Embora as dificuldades parecessem intermináveis, Vitor, como todo bom empresário que deseja progredir, não se deu por vencido e foi se aventurar num terceiro negócio. A nova empresa produzia sacos de pão com publicidade, porém, dessa vez, a falência bateu à porta. “Na época, não entendi as regras do negócio. Crescemos rápido demais. Em pouco tempo tínhamos mais de 10 funcionários. Nosso planejamento foi bem falho e não conseguimos arcar com as despesas. Não conseguíamos suprir as demandas. Cometemos erros administrativos gravíssimos, começamos a trocar títulos no banco e, quando percebi, já era uma bola de neve. Fiz uma dívida estrondosa, com banco e parceiros”, relata.
Depois de três dificuldades e, segundo Vitor, de chegar ao fundo do poço, o empresário começou analisar seus erros. “Não tinha como piorar, então, priorizei alguns aspectos e fui colocando as coisas no lugar para tentar me recuperar. Tive a consciência de parar e não alimentar mais a dívida da empresa e recomecei dentro de casa, sozinho. Foi importante passar pelas dificuldades, porque no começo você não entende o motivo do erro, daí depois, com calma, e numa outra época, começa a identificar as falhas. Hoje entendo o processo de construção e continuidade do negócio. A partir disso você consegue trilhar caminhos mais palpáveis”, pontua.
Vitor confessa que a vontade de desistir sempre existe, mas que empreender é, na maior parte do tempo, saber lidar com as dificuldades. “Temos que entender perfeitamente de negócios, nunca empreender somente por instinto”, destaca. Sobre as experiências negativas, o conselho é tirar o melhor proveito da situação: “As coisas que mais me fizeram crescer foram os momentos de quebra, que fizeram ter a humildade de me responsabilizar pelos erros. Hoje, eu e minha esposa temos a KamGuru e a Aline Souza Contabilidade, e são empresas enxutas e com tudo calculado. Não damos um passo maior que a perna. Mas tudo pelo que passei foi importante, porque me trouxe aprendizado para não cometer os mesmos desacertos”, revela.

Compartilhe

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Redes Sociais
32,279SeguidoresCurtir
11,922SeguidoresSeguir
1,308InscritosInscrever

Últimas Publicações