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Mercado espera queda da taxa básica de juros para 2,25% ao ano

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Víctor Quaranta, especial para o Click Guarulhos

O mercado espera que a taxa básica de juros (Selic) seja reduzida de 3% para 2,25% ao ano, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), agendada para esta quarta-feira (17). A expectativa do mercado financeiro é que não haja novas reduções neste ano.

Para o final de 2021, a expectativa é que a Selic seja de 3,0%, o que ainda assim significa uma redução, comparado à estimativa da semana passada, que era de 3,5%. Para 2022 e 2023, os números são de 5,00% e 6,00%, respectivamente. Os números apresentados podem ser conferidos na recente edição do Boletim Focus, publicação semanal do BC.

Segundo Kelly Oliveira, repórter da Agência Brasil, quando o Copom reduz a taxa básica de juros, a tendência é que o crédito fique mais barato, o que fomenta à produção e o consumo das famílias, causando o consequente estímulo da atividade econômica e redução do controle da inflação. Por outro lado, quando o Copom eleva a Selic, a oferta de crédito tende a ficar cara, o que reduz o consumo e estimula o aumento da poupança.

Com relação do Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa do mercado, segundo o BC, é que a economia brasileira tenha um desempenho de -6,51%. Na semana passada a projeção era de -6,48%, o que indica uma leve redução percentual. O reajuste é a 18a. revisão negativa do PIB. Para o próximo ano, o mercado financeiro espera um crescimento de 3,50%, a mesma estimativa das três semanas anteriores. Para 2022 e 2023, a expectativa é de 2,50%.

A projeção para o índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) foi elevada de 1,53% para 1,60%, o que indica um modesto crescimento, comparado à semana anterior. O IPCA registrou seu primeiro aumento, após cair por 13 semanas consecutivas. Para o próximo ano, o mercado espera que o IPCA seja de 3,0%, estimativa inferior ao último levantamento, que era de 3,10%. Para os próximos anos – 2022 e 2023 –, o número esperado é de 3,50%.

A meta da inflação para o presente ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 4%, com margem de erro percentual de 1,5%, para mais ou para menos. Ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior, 5,5%. Portanto, com base nesses números, a inflação de 2020 deve ficar abaixo da meta do BC. Para 2021, a meta é de 3,75%, e para 2022, de 3,50%.

Para o final de 2020, a previsão é que o dólar americano esteja cotado em R$ 5,20. Na semana passada, a expectativa era de uma cotação de R$ 5,40. O mercado acredita que 2021 termine com uma cotação em R$ 5,00, contra R$ 5,08 do previsto na semana anterior. Para os anos de 2022 e 2023, a moeda americana deve ficar em R$ 4,80, embora muitos fatores possam vir a alterar as previsões.

Victor Quaranta é bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi e pela Universidade Andres Bello (Santiago do Chile). Estudante de História na Universidade Federal de São Paulo

fontes: Agência Brasil, Money Times e Banco Central

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