Fernando Haddad (Fazenda) – Ex-prefeito de São Paulo, foi candidato a presidente da República em 2018, perdendo para Jair Bolsonaro no segundo turno. Tem fama de pragmático e é visto como alguém que coloca a lealdade ao chefe acima dos seus projetos pessoais. O anúncio de seu nome para a Fazenda vem gerando inquietação no mercado, que esperava alguém mais técnico para a função. Lula argumenta que, como ministro da Educação, Haddad ajudou a fazer com que centenas de milhares de brasileiros passassem a ter possibilidade de ingressar em universidades. E que agora, como ministro da Fazenda, a missão de Haddad é fazer a economia girar, para gerar empregos e possibilitar que todos os brasileiros tenham comida na mesa.
Rui Costa (Casa Civil) – Economista formado pela Universidade Federal da Bahia, filiado ao PT, é governador da Bahia, eleito em 2014 e reeleito em 2018. Começou a trajetória política no movimento sindical na década de 1980. Foi vereador de 2000 a 2007. Foi eleito deputado federal em 2010, mas licenciou-se para assumir o cargo de secretário da Casa Civil da Bahia, a partir de 5 de janeiro de 2012. É próximo de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, e foi como secretário do amigo que ganhou maior notoriedade.
Flávio Dino (Justiça) – Ex-governador do Maranhão e senador eleito no pleito deste ano, era um dos coordenadores do grupo técnico que discute Justiça e Segurança Pública na equipe de transição. Defendeu a revogação de decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o acesso a armas e quer também uma atuação mais restrita da Polícia Rodoviária Federal. Manifesta-se pela responsabilização e punição dos envolvidos em atos violentos praticados após o segundo turno, considerados atentados contra a Democracia. Ele escolheu o delegado Andrei Rodrigues para ser o futuro diretor-geral da Polícia Federal. Gaúcho de Pelotas, Rodrigues é formado em Direito e mestre em Alta Gestão em Segurança Internacional.
José Múcio Monteiro (Defesa) – Tem extensa carreira na vida pública. Foi deputado federal por quase duas décadas, integrou a equipe do segundo governo de Lula e presidiu o Tribunal de Contas da União (TCU). Tem bom trânsito nas Forças Armadas e, por isso e por seu perfil articulador, desde o resultado do segundo turno foi um dos principais cotados para a Defesa.
Mauro Vieira (Relações Exteriores) – Um dos mais experientes diplomatas em atuação, com mais de 40 anos de carreira na área, foi chanceler no governo de Dilma Rousseff, de 2015 a 2016. Depois, foi representante do Brasil do Brasil junto às Nações Unidas. Antes foi embaixador nos Estados Unidos (2010 – 2015) e na Argentina (2004 – 2010). É um dos diplomatas mais próximos do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, conselheiro de Lula para assuntos internacionais.
Margareth Menezes (Cultura) – Já fazia parte da equipe de transição da cultura do governo Lula. A cantora nasceu em Boa Viagem, região de Salvador, em 13 de outubro de 1962. Filha de uma costureira e de um motorista, é a mais velha de cinco irmãos. Conquistou dois troféus Caymmi, quatro troféus Dodô e Osmar e foi indicada ao Grammy Awards e ao Grammy Latino.
Luiz Marinho (Trabalho) – Ele esteve à frente do Ministério ainda no primeiro governo de Lula, entre 2005 e 2007, quando então migrou para a Previdência. Marinho é ex-prefeito de São Bernardo do Campo e foi presidente do sindicato dos metalúrgicos da região do ABC na década de 1990 e início dos anos 2000.
foto: Ricardo Stuckert/PT

