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Preso por tentativa de explodir bomba em Brasília é gerente de posto de combustíveis no Pará

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No sábado, 24/12, foi preso em Brasília (DF) George Washington de Oliveira Sousa, acusado de participar na montagem de uma bomba que foi colocada em um caminhão de combustível de aviação. Ele confessou a autoria e informou as estratégias que haviam sido elaboradas por manifestantes que estão posicionados diante do Quartel General do Exército na capital federal.

Inicialmente, foi divulgado que ele seria empresário do ramo de confecções em Xinguara, no Pará. Depois, por informações prestadas por ele em depoimento, soube-se que ele é gerente de um posto de combustíveis naquela cidade.

Preso preventivamente por ordem da juíza Acácia Regina Soares, George admitiu que o plano previa explodir o caminhão de combustível dentro do aeroporto para causar tumulto. O acionamento da bomba seria por controle remoto. Há uma hipótese de que tenham tentado provocar a explosão, mas que algo falhou. A essência do projeto era causar o caos, chamar a atenção para os manifestantes e, quem sabe, fazer com que as Forças Armadas resolvessem assumir o poder e impedir a posse de Lula (PT) na Presidência da República no dia 1o. de janeiro.

Havia sido cogitado que a bomba fosse colocada junto a um poste de subestação de energia elétrica, o que cortaria o fornecimento e deixaria Brasília às escuras. Porém, a pessoa de nome Alan que se propôs a levar o artefato até o local preferiu pôr em prática a ideia anterior e colocou a bomba junto ao caminhão. O motorista acabou percebendo, a Polícia foi chamada e foi procedido ao desarme pela PM do DF (foto em destaque).

Segundo informes do delegado Robson Cândido, da Polícia Civil do Distrito Federal, George Washington, ao ser detido em um apartamento em Brasília, não esboçou reação e disse que, descontente com o resultado da eleição, havia decidido se juntar aos manifestantes, deslocando-se do Pará a Brasília. Muitas armas foram apreendidas no apartamento, bem como farta munição. Ele admitiu ter transportado todo arsenal em uma caminhonete desde Xinguara. Disse que gastou R$ 160 mil na aquisição do armamento e que pretendia distribuir entre os manifestantes concentrados no QG. A bomba foi montada por ele mesmo com explosivos trazidos por outro simpatizante da causa.

A Polícia busca identificar outros envolvidos, bem como quem estaria financiando esse tipo de manobra, tida como terrorista. Se a explosão se efetivasse no aeroporto, perto de um avião de passageiros em operação de embarque ou desembarque, poderia causar centenas de mortes. Não resta dúvida da motivação política do detido, pois George comentou que se sentiu encorajado a adquirir as armas por falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) em favor do armamento da população, Citou a frase “povo armado jamais será escravizado”. Mas avalia-se se há alguém por trás arquitetando as atitudes do grupo.

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