Apesar de o Ministério da Saúde ter anunciado que a vacinação contra a mpox – antes chamada de varíola dos macacos – começaria nesta segunda-feira (13 de março), ainda sem receber suas doses, Guarulhos segue sem previsão para iniciar a aplicação do imunizante, que será distribuído apenas para grupos específicos da população.
Indagada pelo Click Guarulhos, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o município ainda aguarda o envio das doses para montar o cronograma de vacinação.
“A Secretaria da Saúde informa que ainda não recebeu doses da vacina contra a varíola dos macacos. Portanto, sem o número de doses que o munícipio irá ter à disposição não é possível montar o cronograma de vacinação”, diz a nota.
Casos de mpox na cidade
Até a última sexta-feira (10), Guarulhos teve 93 casos confirmados da doença (no acumulado de 2022 e 2023).
Quem é o público-alvo
A vacina contra a mpox é indicada para administração em adultos com idade igual ou superior a 18 anos e que sejam considerados de “alto risco para infecção por varíola ou varíola dos macacos”.
O esquema de vacinação é de 2 doses (0,5 ml cada) da vacina MVA-BN Jynneos, de administração subcutânea (preferencialmente deltoide), com 4 semanas de intervalo (28 dias) entre as doses.
No caso da vacinação pré-exposição ao vírus, receberão as doses:
Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses [condição que deixa o sistema imune menos capaz de combater determinadas infecções]. De acordo com o Ministério da Saúde, este público representa atualmente cerca de 16 mil pessoas em todo o país;
E profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus [a família do vírus da monkeypox] em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.
Já no caso da vacinação pós-exposição ao vírus, receberão as doses:
Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS.
Em ambos os casos, quem já foi diagnosticado com a mpox ou apresentar uma lesão suspeita no momento da vacinação não deverá receber a dose.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o envio de doses será feito conforme o andamento da vacinação e de acordo com as solicitações dos estados e Distrito Federal.
Além disso, para a vacinação pré-exposição, é recomendado um intervalo de 30 dias com qualquer vacina previamente administrada. Em situação de pós-exposição, cujo principal objetivo é bloqueio da transmissão, a recomendação é que aplicação seja realizada independentemente da administração prévia de qualquer imunobiológico.
*Com Informações do G1

