Estudantes da Escola Estadual Vereador Antonio de Ré, no bairro Macedo, têm se mobilizado para discutir os preceitos do novo Ensino Médio e formas de manifestar sua contrariedade sobre alguns aspectos que consideram impraticáveis. A unidade escolar é conhecida popularmente por “Macedão”.

Reações como essa partiram de diversas partes de todo o Brasil, o que levou o Ministério da Educação a adiar a entrada em vigor, em 2023, do que estava preconizado para ser posto em prática para os alunos do segundo ano. Como isto ainda não representa que as inovações estejam canceladas, apenas postergadas, os alunos entendem que é preciso fazer ecoar os protestos para que as autoridades se convençam de sua inviabilidade. Uma das alegações é que o novo Ensino Médio foi definido pelo MEC sem a devida discussão com a opinião pública. O modelo – instituído por meio de Medida Provisória em 2017 – começou a valer para os alunos do 1º ano em 2022, prevendo a implantação para o 2º ano até o fim de 2023, até chegar no 3º ano em 2024. Com a suspensão, sai a obrigatoriedade das redes de ensino de continuarem o processo de implementação, por pelo menos 60 dias. Agora, o MEC pretende reunir os dados coletados em uma consulta pública para rediscutir pontos do novo modelo e aparar arestas. Para que os estudantes possam se dedicar aos chamados itinerários formativos, o ensino de disciplinas importantes, como Física e Química, por exemplo, acaba prejudicado, pois o tempo a elas dedicado fica sendo insuficiente para expor todo o programa.
Pela cultura da paz
Nesta terça-feira, diante de vários casos de ataques em escolas e tendo em vista inúmeras postagens dando conta da supostas outras ocorrências, alunos fizeram manifestação pela paz, pregando a harmonia nas escolas e o fim dos discursos de ódio que circulam em redes sociais.

