InícioCIDADEProfessores municipais votam por continuar em greve

Professores municipais votam por continuar em greve

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A Rede Municipal de Guarulhos está em greve desde segunda-feira, 24, e as mobilizações incluem caminhada pelo Centro da cidade, ocupação do Fácil Bom Clima, protesto na Câmara
Municipal e na Prefeitura. A reivindicação básica é a aplicação do Piso Nacional dos Educadores. A administração do prefeito Guti afirma que “que todos os professores da rede municipal recebem mais que o piso nacional da educação. Cerca de 130 que estavam abaixo do piso, tiveram a situação regularizada e receberam as diferenças retroativas a janeiro na semana passada”

Porém, a categoria reivindica que o mesmo percentual aplicado a esses 130 profissionais seja aplicado sobre os salários de todos que já ganham acima do piso. O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública de Guarulhos (Stap) reclama que Guti tem se recusado a dialogar com a entidade.

Nesta sexta (28), houve mais um protesto no Paço Municipal. Mesmo debaixo de chuva,
os professores manifestaram-se contra a atitude do Governo e votaram pela
continuação da greve. O presidente do Stap, Pedro Zanotti Filho, informa que o
próximo ato será de novo no Paço Municipal, na terça (2 de maio), a partir das 10
horas. “O Guti precisa nos ouvir. Ele precisa entender que o Piso Nacional tem
que ser aplicado na tabela e não em forma de abono para apenas alguns
professores”, diz.

Piso

Em janeiro, o Ministério da Educação elevou os salários dos Professores do
Brasil de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55. De acordo com a Lei nº 11.738 de 2008,
nenhum professor da educação básica pode ter vencimento abaixo do valor
mínimo. Guti definiu pelo pagamento de um abono aos 130 professores que ganhavam menos do que o piso, enquanto os professores desejam que os salários de todos sejam reajustados na mesma proporção.

Outras reivindicações

Além da aplicação do Piso Nacional na tabela, a pauta de reivindicações dos professores tem outros 20 itens. Entre eles, está o menor número de alunos por sala de aula, segurança em todas as escolas, entrega dos materiais didáticos e uniformes bem no início do ano letivo, volta do fornecimento de dois quilos de leite e outras demandas.

Desconto dos dias parados e multa para o Sindicato

Por não haver acordo na audiência de conciliação realizada na tarde da quinta-feira, a Prefeitura divulgou que irá descontar os dias parados dos professores que participaram do movimento.

Uma liminar obtida pela Prefeitura na Justiça fixou em R$ 10 mil a multa a ser aplicada ao Stap a cada dia que a greve continuasse. O Sindicato tentou obter o parcelamento da multa, mas não foi atendido.

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