Embora ainda esteja prevista assembleia conjunta decisiva dos funcionários do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na noite desta segunda-feira, dia 2, já está praticamente definido que haverá agendaram uma greve de 24 horas na terça-feira, 3.
Segundo sindicalistas adiantaram a veículos da imprensa, a votação deve ser meramente simbólica, eis que a mobilização é para posicionar as categorias contra os projetos de privatizações do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que inclui linhas da rede metroferroviária e a estatal de saneamento. O governador considera político o movimento paredista, enquanto as lideranças sindicais afirmam que querem discutir os planos do governo e evitar prejuízos à qualidades dos serviços. Apontam que há histórico de locais que privatizaram os serviços de saneamento básico e os resultados foram ruins.
As linhas do metrô 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata devem paralisar atividades, mas as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô não serão afetadas, por serem operadas pela iniciativa privada. Quanto à CPTM, está prevista a paralisação de todas as linhas de gestão pública: 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Não devem ter paralisação as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela iniciativa privada.
Liminar determina funcionamento normal nos horários de pico
Nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h), o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT) determinou, por liminar, a operação de 100% dos serviços; nos demais horários, a liminar determina que funcionem no mínimo 80% dos serviços, com multa de R$ 500 mil para cada um dos sindicatos em caso de descumprimento. No caso da Sabesp, o percentual de trabalhadores que devem atuar é de 85% e a multa, de R$ 100 mil.
Teor da decisão judicial
Em sua decisão, o desembargador do Trabalho Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira escreveu: “O serviço é de vital importância à sociedade paulista que se locomove pela Grande São Paulo, servindo o Metrô como ‘coluna vertebral’ da distribuição do transporte público e, portanto, a precária atividade afetaria inclusive a outros tantos ramos importantes da sociedade, hospitais, segurança pública, escolas etc, dado que o tráfego de automóveis na Capial já se encontra há muito saturado”.
Resta saber se a decisão do TRT irá prevalecer ou se os sindicatos irão recorrer ou, ainda, se preferirão pagar as multas. Porém, ainda que o serviço seja mantido nos horários de pico, é previsto que fiquem sobrecarregados, pois usuários de outros horários procurarão sair mais cedo para chegarem aos seus destinos. De qualquer forma, é previsto que o trânsito na Capital e em toda a Região Metropolitana seja afetado com a mobilização.

