Já crucificamos Jesus hoje?
Há uns 2000 anos, Ele ousou defender os humildes e dizer que todos somos iguais. Atacou os mercadores da fé. Atacou os preconceitos.
Foi condenado à morte por ousar falar de amor aos que se consideravam guardiães da fé e da família tradicional.
Levou sobre os ombros o peso da cruz da ignorância e do orgulho dos homens de mãos limpas e consciência suja.
Nos dias atuais, a cena do Golgota é encenada ano a ano, mas as lições do Mestre Nazareno parecem não terem sido aprendidas. Os templos estão repletos de mercadores, a sociedade com traves em seus olhos continua a apedrejar os erros alheios. A luz do amor exemplificada por Jesus jaz sob a candeia dos preconceitos.
Continuamos a crucificá-lo diariamente, quando nos negamos a praticar seus ensinamentos.
Sobre o autor
Alek Honse é jornalista, filósofo e escritor; autor de “Alek no país dos invisíveis” entre outros. Viveu até recentemente, na própria pele, a saga de morar nas ruas da região central da cidade de São Paulo e conta nesta série de artigos um pouco dessa realidade. Desta quarta-feira, 27, até o domingo de Páscoa serão postados os últimos artigos da série.
Ele criou o Projeto Invisíveis (apoia.se/projetoinvisiveis), com o qual procura ajudar outras pessoas em situação de rua a conseguir um lugar para morar. Quem puder contribuir pode enviar qualquer quantia por pix para a chave 11981518718 (a conta é de Alexandre Rodrigues).

