InícioDESTAQUECom 6,3 milhões de casos prováveis, Brasil lidera ranking de dengue

Com 6,3 milhões de casos prováveis, Brasil lidera ranking de dengue

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Com quase 6,3 milhões de casos prováveis de dengue, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países com maior número de notificações da doença em 2024. Em seguida estão Argentina, com 420 mil casos prováveis; Paraguai, com 257 mil casos prováveis; e Peru, com quase 200 mil casos prováveis.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já contabiliza este ano um total de 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em todo o mundo, sendo 3,4 milhões confirmados em laboratório. O painel de monitoramento da entidade aponta ainda mais de 3 mil mortes provocadas pela doença. Atualmente, 90 países registram transmissão ativa de dengue.

No Brasil, existe ampla circulação no meio urbano de chikungunya e Zika, enfermidades que podem ser contraídas por meio da picada do Aedes aegypti infectado. Há também registros no Brasil de 111 mil casos de chikungunya e 372 de Zika.

Essas doenças têm se tornado uma preocupação cada vez maior em todo o mundo, especialmente devido às mudanças climáticas, que favorecem a disseminação dos mosquitos. Em 2022, a OMS lançou a Iniciativa Global contra os Arbovírus, unindo esforços para o monitoramento de risco, prevenção de epidemias, controle dos vetores, preparação de respostas rápidas e incentivo à pesquisa e inovação.

Apesar de serem assintomáticas na maioria das vezes, dengue, chikungunya e Zika podem apresentar sintomas muito parecidos. Com isso, diferenciar as infecções pode ser um grande desafio. Os próprios testes hoje disponíveis acabam, muitas vezes, gerando reação cruzada e dificultando o diagnóstico preciso.

As principais particularidades observadas em cada doença é que, no caso da dengue, a febre alta (40°C) de início súbito está sempre presente; na chikungunya, as dores articulares são muito mais fortes; e na infecção por Zika, a febre é baixa e há muitas manchas vermelhas no corpo acompanhadas de coceira intensa.

Os sinais de alerta da dengue são dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou com sangue, respiração ofegante, sangramento de mucosas, fadiga e desidratação. Se não tratados, podem levar a um quadro grave com hemorragias ou choque (colapso circulatório e falência múltipla dos órgãos).

Já a chikungunya é uma doença menos grave, mas que pode deixar dores articulares crônicas como sequela. Por outro lado, a maior preocupação do Zika é a microcefalia que acontece em bebês de mães infectadas durante a gestação.

Como não existe remédio específico para combater nenhum desses vírus, o tratamento para as três doenças é baseado em repouso, hidratação e medicamentos para amenizar os sintomas. Vale lembrar que se deve evitar anti-inflamatórios não esteroides, que podem favorecer sangramentos.

*Com Informações do Portal o Governo e Agência Brasil

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