InícioCIDADEPesquisas com nomes iguais mostram resultados conflitantes em Guarulhos

Pesquisas com nomes iguais mostram resultados conflitantes em Guarulhos

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Há dois institutos com nome Vox fazendo pesquisas eleitorais em Guarulhos, mostrando resultados conflitantes, o que confunde a cabeça dos eleitores.

Um dos institutos tem o nome fantasia de Instituto Vox Brasil, CNPJ 45613076/0001-20, tendo como responsável técnico Guilherme Coelho Neves. O outro é Vox do Brasil, CNPJ 23254436/0001-02, tendo como responsável técnica Eline Cleubia Veiga Moraes de Souza. Há, ainda, pesquisas registradas em nome de Data News Vox Opinião Pesquisa, CNPJ 23340485/0001-68, com custo de R$ 15.000 e encomendadas pelo jornal A Comarca, tendo como responsável Guilherme Coelho Neves.

Na quarta-feira desta semana, o Vox Brasil divulgou os resultados da pesquisa registrada sob número 01313, também ao custo de R$ 15 mil, porém bancada com recursos próprios. Nesse levantamento, Pietá permanece à frente, com 27,4%, porém seguido de perto pelo Xerife, que teria 24,8%. Lucas Sanches teria 16,6% e Alencar Santana, 13,3%. Por esses números, Elói e Xerife estariam empatados tecnicamente na primeira colocação, enquanto Lucas e Alencar estariam empatados tecnicamente na terceira posição. O deputado estadual Márcio Nakashima (PDT) teria 6,2% e ex-vereador Waldomiro Ramos (PSB) aparece com 2,7%. Votos brancos e nulos somam 4,4% e indecisos seriam 4,6%. O Instituto Vox Brasil entrevistou 1.200 eleitores de Guarulhos entre os dias 28 e 30 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro de 2,85 pontos percentuais, para mais ou para menos.

EM QUEM CONFIAR?

Diante dessa confusão de números e de nomes, cabe ao eleitor agir de acordo com sua própria consciência e com seu conhecimento a respeito dos candidatos, não se deixando levar pelo resultado das pesquisas.

Afinal, ainda que as divergências entre os resultados sejam causadas apenas por diferenças de métodos de trabalho e não por interesses político-eleitorais, o eleitor não deve ser influenciado pelas pesquisas. Deve escolher em quem votar com base no passado de cada candidato, nas realizações que cada um deles já fez nos respectivos cargos exercidos, na viabilidade concreta das propostas que apresenta e na coerência entre discurso e prática política demonstrados até aqui.

E PARA VEREADOR?

Se para escolher em quem votar para prefeito o eleitor guarulhense já encontra dificuldade, dá para imaginar o quanto é complicado escolher os critérios para votar para vereador.

São mais de 600 candidatos, de dezenas de partidos, a maioria dos quais sem o menor preparo para exercer a função de legisladores e sem coerência alguma com a linha ideológica que os nomes de seus partidos deveriam significar.

Quase todos os atuais vereadores são candidatos à reeleição. Fatalmente alguns deles ficarão de fora, porque há partidos sem representação atual na Câmara Municipal que haverão de eleger ao menos um ou dois vereadores. Assim, no mínimo cinco dos atuais edis que buscam reeleger-se não obterão êxito.

Embora seja proibida a boca de urna e o aliciamento de eleitores, sabe-se à boca pequena que há candidatos contratando milhares de pessoas para atuar no dia da eleição. Evidentemente, isso é uma compra de votos disfarçada, porque quem recebe qualquer benefício para distribuir material no dia se sente constrangido em votar em outra pessoa. É esse procedimento que perpetua no poder políticos que nunca deveriam ter sido eleitos.

Vereadores não fazem obras, não têm poder para apresentar projetos que envolvam despesas para o erário, sem que haja indicação de receita definida para a cobertura desses gastos. Portanto, o eleitor precisa ter discernimento para não votar em quem faz promessas de que fará o que não lhe cabe fazer.

Muitos candidatos apresentam-se como defensores de determinadas causas. O eleitor precisa procurar saber qual é, de fato, o comportamento dessas pessoas em relação a essas causas que dizem defender.

Enfim, o eleitor não pode se deixar levar pelo volume de campanha dos candidatos e jamais votar em quem distribui cestas básicas ou qualquer outro bem. Deve votar com critério, sem se deixar levar por favores ou pelo hábito que muitos têm de querer votar de forma a não perder voto. Outro fator que precisa ser considerado é que um voto pode decidir uma eleição. Em 1988, Guarulhos teve um caso emblemático: o corretor de imóveis Lúcio Nogueira, do Parque Cecap, candidato na época pelo PL, ganhou a eleição por apenas um voto de diferença do médico Peter Pong, da Vila Galvão. No empate, Pong venceria pela idade. Então, o voto de apenas um eleitor garantiu o mandato a Lúcio. Por isso, não se deve deixar o voto em branco, nem anular. Cada cidadão deve exercer com dignidade seu direito de escolher.

Valdir Carleto


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