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Região do Maia mobiliza-se por mais segurança pública

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Convocada pela Associação dos Moradores do Jardim Maria Helena e Jardim Maia, foi realizada na noite de segunda-feira, 19/5, reunião no restaurante Ponto Ka, para tratar de assuntos relacionadas à falta de segurança pública na região.

Compareceram o vice-prefeito, Thiago Surfista; o secretário de Segurança Pública, Gilson Hélio Jesus dos Santos; o novo subcomandante da Guarda Civil Municipal, Elcio Garcia; o vereador Gustavo Mesquita, representantes da Subseção da OAB, comerciantes e moradores da região.

Segundo moradores, nos últimos meses tem sido nítido o aumento de ocorrências de furtos nas imediações do Bosque Maia e mesmo no interior do parque municipal e no Parque Renato Maia. Houve relato de invasão em condomínio vertical e de tentativas de arrombamento de residências, além de furtos consecutivos em comércios. Em resumo, a sensação de insegurança cresceu de forma significativa.

Um dos fatores apontados como suposta razão para esse aumento é a instalação, em uma travessa da rua Josephina Mandotti, de uma casa de recuperação de pessoas dependentes de drogas, embora a onda de furtos viesse sendo registrada mesmo antes de o local entrar em funcionamento.

O vereador e delegado Gustavo Mesquita, morador do bairro, colocou-se à disposição, apontando com fator primordial a legislação penal brasileira, que libera com muita facilidade quem é detido, mesmo em flagrante, cometendo algum delito. Citou que muitas vezes a vítima demora mais a sair do Distrito Policial do que o meliante. Exemplificou com um caso ocorrido no Jardim Maia, no qual o marginal arrancou a corrente de ouro de um jovem, acabou detido, tinha passagens pela Polícia e mesmo assim não ficou preso. Reforçou a necessidade de todos registrarem Boletim de Ocorrência, por ser primordial para constar nas estatísticas, pois elas é que definem para onde a Secretaria de Estado da Segurança Pública direciona os recursos e reforços policiais. Orientou que sempre é possível fazer o B.O. de forma digital, sem perda de tempo. Concluiu pedindo apoio a dois projetos que apresentou na Câmara Municipal: um tornando mais rígidas as normas contrárias à perturbação do sossego, pois as aglomerações em torno de som alto costumam promover uso de substâncias nocivas e acarretar danos maiores à população; outro, criando a internação compulsória de dependentes de drogas, considerando que na maioria das vezes o usuário não quer por iniciativa própria buscar tratamento.

Dos manifestantes surgiu a indagação dos motivos pelos quais Guarulhos não dispõe de câmeras com reconhecimento facial, pois, embora seja dotada de câmeras em todas as vias públicas, graças a um rateio que foi feito entre o comércio e residências locais, a região do Maia ainda é vítima corriqueira de ocorrências e, mesmo as imagens mostrando a ação dos bandidos, não se obtém sua identificação, enquanto em São Paulo sabe-se que já há esse avanço técnico com o sistema chamado “Smart Sampa”.

O vice-prefeito representou o prefeito Lucas Sanches. Disse que cada região da cidade tem problemas específicos, mas que a Segurança Pública é uma questão que afeta a todos. Recomendou que as pessoas escolham critérios adequados para eleger quem pode representar os anseios da população, “pois a mesma pessoa que pede mais segurança vota em gente que defende traficante, romantiza o crime, porque acha bonitinho. Aí quando o problema bate na porta, reclama”.

Respondendo à questão sobre as câmeras inteligentes, justificou que se trata de equipamento caro e que ainda não é possível adquiri-las, sendo, porém, objetivo da Administração vir a fazê-lo. Citou que o sistema Smart Sampa tem conseguido prender 22 pessoas por dia em média, mas que, graças à legislação permissiva, há caso de pessoas com até 16 passagens pela Polícia que acabam sendo liberadas.

“A gente vai trabalhar pra ter isso em Guarulhos, mas sabemos que em São Paulo esse sistema custa cerca de 10 milhões de reais por mês e aqui não temos essa capacidade. Mas vamos trabalhar para buscar essa condição”, afirmou, pedindo licença para retirar-se para ir a outro compromisso.

O secretário de Segurança Pública enumerou atitudes que estão sendo tomadas para estruturar melhor o policiamento municipal. Lamentou a ausência da Polícia Militar na reunião. Citou o aumento no número de viaturas e anunciou que outras mais serão acrescentadas. Explicou que o tamanho da cidade dificuldade estar presente em muitos locais ao mesmo tempo e que a nova gestão herdou a falta de câmeras de reconhecimento facial, mas que há planos de dotar a cidade de pelo menos 200 câmeras com essa capacidade. Disse que cerca de 50 novos integrantes serão incorporados à GCM e que se pretende liberar um novo concurso público para mais contratações, o que deve ocorrer até o fim do ano.

Durante sua fala, diversas vezes lhe foi indagado o que efetivamente pode ser feito de imediato para melhorar a sensação de segurança na região do Jardim Maia e imediações. Ele respondeu que, no sentido de aprimorar os serviços da Secretaria, já foram feitas substituições e que espera que daqui em diante, se consiga planejar ações que atendam ao anseio da população.

Antes de sair para outra agenda, o vereador Delegado Mesquita sugeriu que a Secretaria Municipal da Segurança busque apoio da Polícia Militar para promover na região uma operação de “saturação”, levando em conta que quando a criminalidade sabe que em determinado local há mais policiamento, acaba se dispersando. Prometeu interferir quanto possível para ajudar a viabilizar essa sugestão.

A aproximação com o Conselho Comunitário de Segurança do Centro de Guarulhos também foi cogitada e ficou definido que em uma próxima reunião o Conseg Centro será convidado, visando ações conjuntas.

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