O cineasta guarulhense Tico Barreto está desenvolvendo um novo projeto que une inovação tecnológica, narrativa de impacto e representatividade. Com o apoio da Lei do Audiovisual (Artigos 2º A e 3º A), o longa-metragem “O funileiro em alta voltagem” propõe uma abordagem cinematográfica que mistura elementos ancestrais e futuristas, em uma trama centrada na luta contra o tráfico de drogas.
Autista, descendente afroindígena e nascido em Guarulhos, Tico utiliza a inteligência artificial como aliada no processo criativo e de produção, com o objetivo de ampliar o alcance e a complexidade estética de seus filmes. “A IA pode ser uma ferramenta de transformação social e artística. Queremos integrá-la à narrativa de forma ética e criativa”, explica o diretor.
O filme acompanha a trajetória de um funileiro mestiço, personagem central da trama, que enfrenta o tráfico local com o que tem à disposição: ferramentas improvisadas, sucatas e inteligência humana. A proposta é retratar um herói brasileiro contemporâneo, com raízes nas periferias urbanas e nas culturas ancestrais.
“O funileiro em alta voltagem” está em pré-produçao e será realizado por meio de oficinas de formação de atores, baseadas no método Demidov, e contará com a participação de talentos locais ao lado de nomes consagrados do cinema nacional. A obra será produzida pela Barreto Filmes e coprodução Produka Filmes, em parceria com a Agruppe – Associação de Desenvolvimento Audiovisual de Guarulhos, Bonobo AI e o Polo de Cinema de Guarulhos.
O orçamento estimado do projeto é de R$ 8 milhões. Para viabilizar a produção, Tico e os parceiros buscam o apoio de entidades culturais, investidores e plataformas de mídia. “Estamos construindo uma rede de colaboração que envolve artistas, produtores, programadores e educadores. Nosso objetivo é entregar um filme que dialogue com a realidade brasileira e aponte para novas possibilidades de linguagem e representação”, afirma.
Interessados em apoiar ou acompanhar o projeto podem entrar em contato com o diretor ou acompanhar os próximos passos da produção pelas redes sociais oficiais.
texto: Luana Cristina- jornalista – MTB 49981

