Na bagagem de um passageiro vindo da Nigéria, auditores fiscais federais agropecuários do Aeroporto de Guarulhos, encontraram 102,35 kg de produtos de origem animal e vegetal com alto risco sanitário. A carga, que inclui ratos empalados e abutres mortos, foi apreendida no último dia 7, durante a fiscalização realizada pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).
Em nota enviada à imprensa, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) indica que entre os itens contrabandeados estavam vegetais diversos (13,9 kg), artigos de madeira bruta (7,4 kg), conchas (1,7 kg), peixes (10 kg), ratos empalados (62,7 kg), couro (0,85 kg) e aves (5,8 kg). A mala chamou a atenção dos fiscais, sobretudo, pelo seu mau cheiro.
De acordo com uma nota emitida pelo Mapa, foram interceptados 46 kg de carcaças, dentre elas:
- 53 ratos;
- 20 pássaros diversos;
- 19 cobras;
- 12 morcegos;
- nove cabeças de gavião e uma de calau;
- seis cabeças de bagre;
- cinco cabeças de papagaio;
- quatro cabeças de primata;
- e três cabeças de canídeos (família que engloba cães e lobos).
Riscos do contrabando
Ao ser interpelado pelos agentes, o passageiro afirmou que uma parte dos itens seria destinada ao consumo, enquanto a outra serviria para rituais religiosos. Apesar disso, a entrada irregular de produtos de origem animal e vegetal, sem o devido controle sanitário, representa uma ameaça real à saúde pública e à agropecuária brasileira. Por isso, é proibida pelas leis nacionais.
Carnes, peixes e vegetais sem inspeção podem carregar pragas, bactérias, vírus e outros agentes contaminantes capazes de comprometer a produção agrícola, a fauna nativa e até causar zoonoses. Animais silvestres, como as aves apreendidas, podem ser vetores de doenças graves, como a influenza aviária, que já provocou surtos em diversos países e ameaça diretamente a avicultura nacional.

