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CDHU lança nova política de financiamento habitacional

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A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) lançou uma nova política de financiamento para os novos mutuários. A partir de agora, há duas possibilidades de pagamentos. A novidade é a criação de uma linha de financiamento com parcelas fixas, calculadas a partir do comprometimento de 30% da renda familiar declarada no momento da assinatura de contrato. O morador também poderá optar pela já tradicional fórmula de comprometimento de 20% da renda, com reajuste anual com base no Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do IBGE.

Nas duas opções, mantém-se a adequação à capacidade de pagamento das famílias. A nova taxa de 30% de comprometimento já é praticada, por exemplo, nos financiamentos por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), via Caixa Econômica Federal.

Na Região Metropolitana de São Paulo, mais de 21,7 mil famílias já poderão optar pelo novo modelo, incluindo 876 famílias em Guarulhos, que aguardam moradias em obras da CDHU. Em Guarulhos há quatro empreendimentos.

A nova modalidade, no entanto, traz previsibilidade e segurança para o orçamento familiar no longo prazo. Como não há reajuste, as famílias estarão protegidas quanto a fatores econômicos gerais que afetem o país que possam levar a uma alta inflação. Ao final do contrato, com a inflação acumulada ao longo do período, a taxa será menor do que os 20% da política que já estava em vigência.

No financiamento pelas regras atuais, no valor do salário mínimo de 2025, para uma família com renda de um salário mínimo tem parcelas de R$ 303,60 e será reajustado anualmente. Quem optar pela nova modalidade terá uma parcela de R$ 455,40, que não mudará nos 30 anos de contrato.

Nos dois casos, não há incidência de juros para famílias com renda de até cinco salários mínimos. A partir deste patamar, a incidência é de 4% ao ano.

Outra mudança é quanto ao valor de financiamento para os mutuários. Historicamente, os moradores assinavam um contrato equivalente ao custo total do imóvel. Como há a trava de comprometimento de renda, famílias de menor poder aquisitivo não alcançavam o valor completo investido pela CDHU, mesmo no prazo de 30 anos de financiamento. A diferença entra como subsídio da CDHU, que era aplicado mensalmente, à medida que as parcelas pagas eram limitadas a um valor menor do que o custo cheio. A partir de agora, o subsídio estadual será descontado integralmente no ato da assinatura de contrato e o saldo devedor assumido pelos novos moradores será apenas a parcela que ele tem capacidade de pagar. A medida é aplicada às duas modalidades de financiamento.

Considerando um imóvel construído por R$ 180 mil pela CDHU, uma família com renda de um salário mínimo que, hipoteticamente, deseje quitar o imóvel no primeiro mês deverá pagar R$ 72 mil à CDHU. Pelo cálculo da política anterior, o valor seria de R$ 180 mil.

*Com Informações da Agência SP

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