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Operação Garrafa Legal mira adulteração e venda irregular de bebidas em Guarulhos e Grande SP

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Na manhã desta quarta-feira (5/11), foi deflagrada a Operação Garrafa Legal, voltada ao combate à falsificação, à adulteração e à comercialização irregular de bebidas alcoólicas, com foco na apreensão de vasilhames em depósitos clandestinos ou com indícios de irregularidades fiscais, sanitárias e ambientais.

De acordo com os dados oficiais, o número de casos confirmados de intoxicação por metanol utilizado para adulterar bebidas destiladas chega a 47 no Estado.

O balanço da operação revela que foram identificados os principais fornecedores para análise fiscal, lavrados dois registros de interesse criminal, requisitadas duas perícias e apreendido material suspeito de adulteração, o qual será encaminhado para perícia na Polícia Científica (Instituto de Criminalística). 

A ação, articulada pelo Ministério Público de São Paulo, reúne a força-tarefa da Polícia Civil, Secretaria de Estado da Fazenda, Procon-SP, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Centro de Vigilância Sanitária Estadual (CVS), com apoio da Coordenadoria em Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental e Vigilância da Saúde do Trabalhador (Covisa/SP).

O foco da operação é a apreensão de vasilhames em depósitos clandestinos ou em locais com indícios de irregularidades fiscais, sanitárias e ambientais, desarticulando pontos de adulteração e venda dos produtos falsificados.

O gabinete de crise criado pelo Governo de São Paulo contra a contaminação por metanol completou um mês garantindo medidas rápidas e integradas para conter os casos de intoxicação e combater a produção e comercialização de bebidas adulteradas.

Desde os primeiros registros de intoxicação, a Polícia Civil deflagrou operações em diferentes regiões do estado. No período, 46 pessoas foram presas, 23 mil garrafas irregulares foram apreendidas e mais de 140 mil vasilhames e 500 mil itens utilizados em fraudes, como rótulos, tampas e lacres, foram recolhidos. As investigações permitiram desarticular fábricas clandestinas em cidades como Campinas, Cotia, Hortolândia e Rio Claro.

A mobilização envolveu diretamente as Secretarias de Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Planejamento e o Procon-SP, com ações que combinaram fiscalização sanitária, investigações criminais, apreensões, suspensões de inscrições estaduais e medidas preventivas na rede hospitalar.

*Com Informações da Agência SP e MPSP

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