Tendo em vista que após a grave enchente do dia 25 no Jardim Testai e outros bairros adjacentes ao córrego dos Japoneses, na região do Cocaia, verificamos que trabalhadores a serviço da Sabesp providenciaram a retirada da estrutura de concreto que havia sido construída envolvendo a tubulação que está sendo instalada ao longo do citado córrego.
Como moradores atingidos pelas cheias atribuíram a essa estrutura parte da responsabilidade pela enchente daquele domingo, questionamos a Comunicação da Sabesp quanto aos motivos que levaram a ser refeito o serviço no trecho do córrego que passa pelo Jardim Testai.
RESPOSTA DA SABESP
“A Sabesp esclarece que as obras de esgotamento sanitário em andamento na região do Córrego dos Japoneses, em Guarulhos, não têm relação com a enchente registrada no local.
A empresa contratada para a execução dos serviços realizou adequações técnicas pontuais, comuns a esse tipo de empreendimento. Os ajustes tiveram como objetivo assegurar o pleno funcionamento do sistema implantado.
As ocorrências de alagamento relatadas por moradores da região são recorrentes e anteriores à implantação da nova rede de esgoto, não havendo relação com a obra em andamento.
Quando concluída, a obra não interferirá no escoamento das águas e trará benefícios ambientais e à saúde pública, ao eliminar o lançamento de esgoto in natura no córrego.“
Serviço refeito
Ainda que o fato de a estrutura de concreto ter sido retirada logo após a enchente não tenha sido por terem concluído que sua construção tenha sido um fator agravante da enchente, verificamos que foi colocada nova tubulação e refeita a estrutura de cimento, porém ocupando menor espaço do córrego.


Mesmo refeita, a estrutura de cimento que envolve a tubulação ocupa espaço do córrego.
Dificilmente esse espaço ocupado agravaria a enchente.
Porém, como se vê na imagem que mostra a passagem sob a ponte, permanece a dúvida. Até que ponto esse estreitamento não agrava a situação? Além do assoreamento natural que precisaria de intervenções contínuas de limpeza, talvez seja necessário ampliar a vazão nas passagens sob ruas. Por exemplo, a canalização que foi feita há décadas por dentro da Uceg – clube da comunidade japonesa, bem como a que passa sob a avenida Tiradentes, precisem ser revistas e ampliadas.


Prefeitura não responde
Outra questão levantada pelo Click Guarulhos refere-se à construção de muro na margem do córrego, próximo à praça dos Aviadores. Questionada e mesmo com reiteração, como demonstramos aqui, a Prefeitura manteve o silêncio. Reproduzimos mensagens enviadas à Comunicação da Prefeitura e o link da matéria que foi publicada:
Solicitamos respostas da Prefeitura a respeito de muros que estão sendo construídos às margens de córrego que passa sob a avenida Brigadeiro Faria Lima, em frente à praça dos Aviadores.
São dois muros paralelos em construção pelo Depósito Ceará, cuja sede também avança até a margem de outro córrego que passa nos fundos do terreno.
Qual a finalidade dos dois muros?
A obra foi autorizada tão perto do córrego?
Se sim, qual o embasamento legal?
Se não, quais providências serão tomadas?
A obra do prédio do depósito havia sido embargada na gestão anterior. Por que foi liberada posteriormente? Atende às normas ambientais a construção vizinha ao córrego que passa nos fundos?
Tendo em vista a falta de resposta à nossa mensagem enviada ontem e reiterada nesta quinta-feira, postamos a matéria no portal Click Guarulhos mesmo sem manifestação da Prefeitura:

