Moradores há mais de 40 anos na mesma rua no bairro Cidade Jardim Cumbica reclamam que tudo ficou mais complicado depois que foi instalado um restaurante ao lado das residências.
Carros de frequentadores e as motos de entregadores ocupam as duas faixas da rua e param em frente as garagens, apesar das guias rebaixadas e da placa “Não estacione”. Os motoboys e carros param em frente às garagens para apanhar encomendas ou descarregar mercadorias, impedindo a entrada e a saída dos moradores, especialmente durante o período de almoço.
Apesar do estabelecimento ter colocado estacionamento, quase ninguém estaciona lá, preferindo parar onde tem sobra de uma árvore lá. Uma família chegou a pôr cones em frente à casa, para evitar que alguém estacionasse, mas os cones foram furtados.

Outra queixa é que o restaurante liga o exaustor as 7h da manhã com um barulho ensurdecedor e exalando cheiro de gordura o dia todo pela chaminé. Uma vizinha cita legislação da Prefeitura da Capital que regulamenta o funcionamento de “dark kitchens” e sugere que em Guarulhos também deveria haver normas mais rígidas para o licenciamento de estabelecimentos do tipo.
Há ainda reclamação contra depósito de materiais recicláveis na rua Várzea Alegre, que fica atrás da rua Abaiara. Segundo moradores, o acúmulo de resíduos provoca o aparecimento de ratos e de insetos, obrigando-os a pulverizar as casas continuamente com mata-moscas.

As demandas foram enviadas à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que respondeu, informando que a Semob (Secretaria da Mobilidade Urbana, novo nome da STMU) iria enviar fiscalização para coibir irregularidades no estacionamento. A SDU respondeu que tomaria providências com relação ao depósito de material reciclável. Não houve resposta quanto à regularidade ou não do funcionamento do restaurante.

