Este sábado, 4 de abril, é o segundo dia da apresentação do DroneArt Show Fous Seasons, no Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo. Trata-se de um concerto ao ar livre, executado pelo talentoso Quarteto Orchid, com obras-primas das Quatro Estações de Vivaldi e trecho de Tchaikovsky, enquanto centenas de drones sobrevoam o espaço à frente, formando figuras em perfeita sintonia com a música.
O horário informado para início é às 19h. Os portões são abertos com duas horas de antecedência. Os ingressos estão quase esgotados e custam a partir de R$ 78,45 (meia entrada, na pista), podendo ser adquiridos por meio do link https://feverup.com/m/545238.
Opinião
Tivemos a oportunidade de assistir à estreia na noite da Sexta-Feira Santa. Adquirimos ingressos para a pista, pois os das categorias Premium e Vip estavam esgotados. Planejamos chegar com meia hora de antecedência.
A primeira batalha foi descobrir em qual parte do imenso Parque Villa-Lobos seria o espetáculo. Acabamos estacionando em local distante, caminhando a pé uns 15 minutos. O que o Fever chama de pista é o gramado, onde o público se acomoda sentando no chão. Os lugares dos ingressos mais caros (R$ 204,90 e 260,90) ficam em frente ao palco e com cadeiras. Mesmo assim, ficam distantes do palco, cerca de 40 metros. A base do palco é iluminada com velas eletrônicas, mas a parte de cima não, e, assim, os músicos ficam praticamente na penumbra.

O show estava marcado para as 19h. Pouco depois, a locução informou que “devido às condições climáticas, sofreria pequeno atraso, devendo ter início às 20 horas”. Uma vaia gigante se ouviu, porque o clima está ótimo, a lua cheia já aparecia no horizonte e não havia motivo algum para o atraso. A locutora sugeriu que, enquanto esperavam, as pessoas podiam aproveitar para conhecer as muitas variedades dos food-trucks instalados ao lado, o que fez com que muitos espectadores desconfiassem de que fosse algo proposital para aumentar o faturamento da praça de alimentação, onde uma garrafa de água custava R$ 10 e o hambúrger mais barato era R$ 35. O show só começou às 20h15.
No início e a cada estação, uma voz feminina descreve poeticamente o que o público verá e ouvirá em seguida. A execução das músicas pelo quarteto foi impecável. A maestria com que a tecnologia aplicada desenvolve as coreografias dos drones é impressionante, encantando a numerosa plateia, arrancando aplausos, além dos suspiros nos momentos de maior surpresa.


Apesar do atraso inexplicável e do desconforto de sentar no chão, tendo, ainda, vários espectadores que insistiram em fica em pé na frente, foi um belo espetáculo. Essa questão de as pessoas ficarem em pé, mesmo diante do apelo dos que estavam pouco atrás, alguns esperando por horas, só não foi mais grave porque os drones aparecem em lugar distante e no alto. Aliás, ninguém entendeu por que o público é colocado tão longe do palco, se os drones nem chegam perto em nenhum momento.
Exatamente por esse motivo, todo o público pagante da pista ficou se perguntando por que pagou, pois quem ficou do lado de fora das grades pôde assistir e ouvir praticamente do mesmo jeito. Havia muita gente espalhada pelo parque, que é público, assistindo e se deliciando, sem gastar nada.
Como chegar
Dica: o local do evento é próximo da Roda Gigante, a RodaRico. Sendo assim, o estacionamento mais próximo deve ser acessado a partir da Marginal do Rio Pinheiros. Mas, pode-se acessar pela avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001, desde que chegue com antecedência e se esteja a disposto a caminhar uns 15 minutos pelo parque.
Valdir Carleto
