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Treinar em casa sem supervisão aumenta o risco de lesões, alerta especialista

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A rotina corrida, o tempo escasso e a dificuldade de deslocamento fazem do treino físico em casa uma alternativa cada vez mais comum. O acesso fácil a vídeos e aplicativos torna essa prática ainda mais acessível financeiramente.

O problema é que essa praticidade costuma esconder um risco pouco percebido: a ausência de supervisão. Sem acompanhamento, a execução incorreta dos movimentos, seja em exercícios com equipamentos ou utilizando o próprio peso do corpo, passa a ser um dos principais fatores de lesão.

O erro mais frequente é acreditar que está repetindo o exercício corretamente só porque viu alguém fazendo. Pequenos desvios de posicionamento já são suficientes para gerar sobrecarga, principalmente em joelho, ombro e coluna”, explica o ortopedista e traumatologista do esporte Bruno Canizares.

Na prática, isso acontece de forma silenciosa. O treino evolui, a intensidade aumenta e o corpo começa a compensar.

“Não é um movimento isolado que causa a lesão. É a repetição de um padrão inadequado. Quando o paciente percebe, já existe um processo inflamatório instalado ou até uma lesão estrutural.”

Possíveis complicações

O ortopedista explica que as lesões mais frequentes em quem se exercita em casa, sem supervisão, envolvem entorses de tornozelo, lesões de menisco, tendinopatias no ombro e dores lombares.

Corrigir não significa apenas esperar a dor passar. É preciso entender o que está por trás da sobrecarga, como falta de força, falha no controle do movimento ou até a forma como o treino está sendo conduzido. Por isso, muitas vezes é necessário ajustar a rotina de exercícios, trabalhar força de maneira direcionada e melhorar a qualidade do movimento.”

O espaço físico também é um fator de risco frequentemente ignorado. Móveis próximos, pisos escorregadios e a ausência de equipamentos adequados transformam qualquer cômodo em um ambiente potencialmente perigoso.

Como fazer de modo seguro

Isso não significa que treinar em casa seja necessariamente arriscado. O problema, segundo o especialista, está na falta de planejamento, não na modalidade em si.

“O treino doméstico pode ser seguro e eficiente. O que não pode é ser feito no improviso, reproduzindo sequências de exercícios retiradas da internet sem qualquer orientação. Uma avaliação com ortopedista antes de começar e o acompanhamento de um educador físico, mesmo que online, fazem diferença direta na segurança e na evolução do treino”, esclarece Canizares.

Recomendações para treinar em casa com segurança

  1. Faça uma avaliação médica antes de iniciar qualquer programa de exercícios
  2. Busque orientação de um educador físico, presencialmente ou por videoconferência
  3. Prepare o espaço: retire obstáculos, use calçado adequado e prefira pisos antiderrapantes
  4. Comece com cargas e intensidades baixas, especialmente após períodos de inatividade
  5. Priorize a execução correta antes de aumentar ritmo ou carga
  6. Respeite os sinais do corpo: dor não é sinal de progresso, é sinal de alerta

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