Logo mais, a partir das sete da noite, a seleção brasileira, finalmente, estreia na Copa do Mundo 2026. Brasil e Marrocos medem forças no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O Brasil deve ir a campo com: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vini Jr., Raphinha e Matheus Cunha.
Sem confirmar a escalação titular de hoje, o técnico Carlo Ancelotti garantiu um Brasil competitivo para enfrentar o Marrocos. Ancelotti passou a semana sem dar pistas de quem vai a campo logo mais contra o Marrocos. O italiano, porém, admitiu que a bola parada será uma arma importante do Brasil para a estreia na Copa do Mundo.
“Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar”, disse o treinador, em entrevista coletiva realizada no palco da partida de sábado, válida pelo Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia.
O técnico italiano afirmou que será necessário um “jogo completo” se quiser superar o time africano, semifinalista da última Copa do Mundo, no Catar.
“Marrocos é uma equipe muito bem organizada, de qualidade. Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. Precisamos da bola parada forte, porque temos qualidade aí. Não há equipe pequena no futebol moderno”, ponderou o comandante, que não prometeu título, mas assegurou que a seleção brasileira pode enfrentar qualquer adversário do Mundial.
“Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes para a Copa do Mundo”, afirmou.
Na coletiva, Ancelotti também foi questionado sobre Neymar. O atacante é o único dos 26 convocados por Ancelotti que não treinou com o grupo, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. O jogador segue tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita.
“Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa voltar ao grupo na semana que vem. Ele tem uma qualidade técnica indiscutível, experiência e o exemplo que apresenta ao grupo”, resumiu o técnico.
Ele espera contar com o camisa 10 no segundo jogo do Grupo C, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, na próxima sexta-feira (19), às 21h30.
Vini Jr. indica esquema tático do Brasil para estreia contra Marrocos
Vini Júnior falou que justamente a definição dos centroavantes entre o Igor Thiago e o Mateus Cunha é que vai imprimir o ritmo de jogo do Brasil e aí o Brasil joga um pouquinho mais com o 4-4-2. Por quê? O Igor Thiago é aquele centroavante que fica jogando ali entre os zagueiros e isso pode atrapalhar um pouco aquela saída de bola mais rápida de Marrocos. Por outro lado, a opção pelo Mateus Cunha já tem algo melhor pro Brasil trabalhar no meio de campo, porque o Paquetá consegue ficar um pouco mais livre, consegue recuar para ajudar inclusive na marcação e numa melhor saída de bola do Brasil, e o Mateus Cunha consegue jogar mais pelo meio, jogando com o Lucas Paquetá e deixando tanto o Vini Jr. quanto o Raphinha mais livre pela frente.
Raphinha fala da pressão em vestir a camisa brasileira
O atacante Raphinha fala da pressão em vestir a camisa da seleção brasileira.
“Eu acho que eu senti mais pressão naquela Copa de 22 do que nessa Copa. Porque me vendo com os olhos de hoje, na Copa de 2022, eu cheguei muito imaturo para a Copa. Não só na seleção, no Barcelona também estava chegando, estava num período de adaptação. Na seleção também estava jogando, mas ainda assim sentia que não estava totalmente adaptado com a seleção brasileira, com o que é vestir a camisa da seleção brasileira. E na Copa de agora eu me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube. Me sinto mais preparado por entender o meu momento na seleção, o meu lugar na seleção. E a pressão vai existir sempre. A partir do momento que a gente veste a camisa da seleção brasileira a tem que saber que a pressão vem junto. É a única seleção que ganhou cinco Copas do mundo”.
*Com Informações da Agência Brasil e Rádio Brasil
