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Defesa Civil de São Paulo conclui missão humanitária na Venezuela após 14 dias de atuação

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Após 14 dias de atuação na Venezuela, as equipes da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do Corpo de Bombeiros retornam ao Brasil nesta sexta-feira (10), encerrando uma operação marcada por ações de busca e resgate, avaliações estruturais e assistência humanitária às vítimas do terremoto que atingiu o país.

Durante a madrugada, a delegação concluiu a desmobilização da base operacional instalada em La Guaira. O embarque para o Brasil ocorre na tarde desta sexta-feira, com chegada prevista para o fim do dia.

Ao longo da operação, os especialistas brasileiros realizaram 90 atuações de busca e salvamento, contribuindo para a localização e recuperação dos corpos de 24 vítimas fatais. As equipes também atuaram na avaliação de edificações danificadas, auxiliando as autoridades locais na tomada de decisões sobre a segurança de estruturas essenciais.

Entre os trabalhos de maior relevância esteve a vistoria técnica do Hospital Dr. José María Vargas, em La Guaira. Interditada desde o terremoto, a unidade foi inspecionada por engenheiros da Defesa Civil de São Paulo, que identificaram apenas avarias superficiais, permitindo a reabertura imediata do hospital e a retomada dos atendimentos médicos à população.

Outro momento marcante ocorreu quando bombeiros e agentes da Defesa Civil permaneceram praticamente 24 horas em uma operação contínua de busca, após cães farejadores indicarem a possível presença de sobreviventes sob os escombros de um edifício colapsado. A ação mobilizou equipes durante toda a noite e exigiu técnicas especializadas de busca em estruturas colapsadas.

“Essa missão mostrou mais uma vez que, diante de grandes desastres, fronteiras deixam de existir. Trabalhamos lado a lado com as autoridades venezuelanas, compartilhando técnicas, experiência e recursos para fortalecer a resposta à emergência. Mais do que uma operação de busca e salvamento, foi uma demonstração de cooperação e compromisso com a vida”, afirmou a capitão Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Nos últimos dias da operação, a delegação brasileira também atendeu ao pedido de um brasileiro que procurava o pai desaparecido desde o terremoto. As equipes iniciaram buscas em uma padaria destruída pelo sismo, enquanto a Defesa Civil de São Paulo montou uma base de apoio equipada com internet via satélite, gerador de energia e placas solares, garantindo comunicação e fornecimento de energia para as equipes em campo.

Além das ações de busca e resgate, a delegação deixou um importante legado humanitário com a entrega de 150 purificadores de água às comunidades afetadas, acompanhada de treinamento para utilização correta dos equipamentos, ampliando o acesso à água potável em regiões impactadas.

A atuação da delegação paulista demonstrou a capacidade técnica da Defesa Civil do Estado de São Paulo em operações internacionais de resposta a desastres. Ao lado do Corpo de Bombeiros e em cooperação com as autoridades venezuelanas, os profissionais brasileiros compartilharam conhecimento, tecnologia e experiência para apoiar o salvamento de vidas, a recuperação de serviços essenciais e o atendimento à população atingida.

Ao fim de duas semanas de trabalho intenso, a operação é encerrada deixando como legado a solidariedade, a cooperação internacional e o fortalecimento da capacidade de resposta das equipes locais diante de um dos maiores desastres naturais da história recente da Venezuela.

“Encerramos esta missão com a certeza de que cada atuação teve um único propósito: proteger vidas. Compartilhamos nossa experiência em busca e resgate, engenharia e gestão de desastres para apoiar o povo venezuelano em um dos momentos mais difíceis de sua história recente. Voltamos ao Brasil com o sentimento de dever cumprido e honrados por representar o Estado de São Paulo em uma missão de solidariedade internacional”, capitão César Tadeu da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

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O número de mortos em decorrência do duplo terremoto que atingiu a Venezuela há duas semanas subiu para pelo menos 3.889, enquanto o número de feridos permaneceu em quase 17 mil, segundo um boletim oficial do governo divulgado nessa quinta-feira (9).

Os fortes terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos em 24 de junho, deixaram ainda 17.907 pessoas desabrigadas

*Com Informações da Agência SP

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