O Casa de Vó Brechó completou um ano em março, bem no olho do furacão da pandemia. Assim, todos os planos de comemorar com os clientes tiveram de ser arquivados, para que todos pudessem se preservar. “Sabíamos que nosso acervo está sempre higienizado e que teríamos tempos difíceis pela frente. Mais uma vez, meu filho me ajudou e teve a ideia de começar a vender pelas redes sociais”, relata Rose Favero, idealizadora do local.
“Foi assim que intensificamos as postagens e melhoramos a qualidade delas e aí entrou o bom gosto e disposição da minha nora, Natassia Pinardi. É ela quem monta os looks, tira as fotos e posta diariamente. Além de usar sua experiência com moda, ela cuida para que nossos posts atinjam todo tipo de pessoa, do PP ao GG; ninguém fica de fora!”, explica.

A iniciativa funcionou muito e foi possível agregar mais clientes àqueles que conheciam o Casa de Vó. Rose tem uma explicação para o êxito que vem obtendo: “Acredito que o sucesso de um comércio está no cuidado com que é tratado o produto que ele oferece e também como é construída a relação com o cliente. Nós fazemos a curadoria das peças antes de elas irem para a arara e posteriormente serem fotografadas. Para nós cada peça de roupa ou calçado tem uma história que precisa ser respeitada; avaliamos com muito carinho cada uma. É claro que só aceitamos peças que estejam em bom estado, e todas elas são higienizadas e às vezes passam por pequenos ajustes, como uma barra desfeita, um botão faltando…”, exemplifica.
“Construir uma relação à distância é mais difícil; porém, nos sentimos vitoriosos, cativamos vários clientes e todos os dias atendemos novas pessoas. Agora, já voltamos com o atendimento presencial, e o cuidado está redobrado: além da higienização das peças e do ambiente, recebemos todo mundo usando máscara e oferecemos álcool para a assepsia das mãos”, informa.
O Casa de Vó não compra roupas: todo o acervo é consignado porque Rose acredita que dessa forma a reutilização das peças pode circular ainda mais. A peça fica no brechó por um tempo; se não for vendida, é devolvida aos donos, para que possam dar outro destino.
“Observamos que cada vez mais pessoas aderiram à compra em brechós. Virou moda para alguns, mas sinto que para a maioria é uma questão de preservação e sustentabilidade. Acabou a ideia de que para ser elegante não se pode repetir roupas: até os grandes estilistas estão aderindo à moda reciclada e as famosas estão repetindo roupas em festas internacionais. Isso é consciência. Apesar do momento difícil que estamos vivendo no Brasil e no mundo, a mensagem que queremos deixar é que a esperança de tempos melhores não pode morrer. E que juntos podemos mais!”, conclui.
SERVIÇO:
Rua Elias Acras, 97, Vila São Jorge
Instagram: @casadevo_brecho
Facebook: @casadevo97
WhatsApp: 11 98110-3930

