Vin Diesel tenta voltar ao estilo épico de Riddick, agora no mundo das bruxas
Vin Diesel é um dos grandes nomes do cinema de ação da atualidade. Na maioria dos filmes que faz, não é exigido à Diesel uma atuação convincente, pois seu carisma e as mirabolantes cenas de ação dão conta do recado. O problema é que, quando é preciso que o ator tenha uma postura um pouco mais dramática, ele e incapaz de entregar uma atuação convincente. O Último Caçador de Bruxas, o mais novo trabalho do ator, sofre com esse problema.
Na trama, Vin Diesel interpreta Kaulder, um caçador de bruxas da Idade Média que, durante uma missão, é amaldiçoado por uma das monstruosas criaturas a viver para sempre. 800 anos se passaram desde então, e Kaulder se tornou ainda mais experiente naquilo que faz, mantendo a paz entre o mundo dos humanos e o das bruxas, ganhando até o apoio de uma seita religiosa para ajuda-lo na árdua tarefa. Depois de tantos anos de tranquilidade, a ameaça das bruxas retorna, e Kaulder é forçado a tomar uma posição de liderança mediante a alarmante situação.
A princípio, a premissa do filme possui elementos que despertam o interesse do público, como a temática épica, a fantasia e as criaturas, mas a história fraca diminui todo o potencial desses elementos. Na melhor das intenções, Diesel tenta emular seu Riddick de Eclipse Mortal (uma figura forte e guerreira, um líder…), só que acaba tropeçando pelo caminho, justamente nos momentos que lhe exigem alguma demonstração de emoção. A sorte dele é que ele consegue se dar muito bem com as cenas de ação…
Outra coisa que incomoda bastante são as reviravoltas. Elas lamentavelmente aparecem em momentos extremamente inadequados. Como a trama já e fraca, as reviravoltas são muito mal preparadas e mal planejadas, soando forçadas nos momentos em que ocorrem.
Apesar de tudo, o elenco de apoio, que conta com Michael Caine (Interestelar, A Origem), Rose Leslie (Game Of Thrones) e Elijah Wood (O Senhor dos Anéis) interage muito bem com Vin Diesel, demonstrando boa química entre si. A pesar se tratar de personagens superficiais, isso pouco pesa no resultado final. As piadas com elementos da atualidade funcionam bem também (como o momento em que a personagem de Rose Leslie tenta tirar uma selfie com Diesel, ou a comparação hilária entre iPads e livros).
The Last Witch Hunter (no original) sofre com diversos problemas de roteiro, mas consegue convencer durante as cenas de ação. Ainda é esperado o dia em que Vin Diesel conseguirá entregar uma atuação boa, ou protagonizar uma aventura épica grandiosa e relevante…
Nota: 5,5/10



