Em todos os nossos artigos colocamos a atitude no centro da discussão. Pretendemos nesta edição ir mais fundo no tema, oferecendo uma leitura provocativa e inspiradora.
O dicionário Aurélio – Século XXI define atitude como nossa maneira de ser em relação à determinada pessoa, objeto ou situação. O fato é que a nossa maneira de ser ou reagir está intimamente ligada à nossa percepção sobre o mundo. Percebemos o mundo baseado no conjunto de crenças, valores e experiências que ajudaram a formar a nossa personalidade. Segundo Carlos Hilsdorf, autor do livro Atitudes Vencedoras, “percepção e atitude são inseparáveis na determinação do nosso sucesso pessoal e profissional”. Ao mudar a nossa percepção podemos mudar a nossa atitude.
Somos nós que decidimos com quais lentes observaremos o mundo ao nosso redor. Se utilizarmos lentes negativas, perceberemos um mundo negativo, e a nossa tendência será de reagir com atitudes negativas. As atitudes positivas podem ser adotadas quando percebemos as coisas pelas lentes das virtudes. É uma decisão interior, capaz de transformar – para melhor – o nosso estado de espírito e a nossa vida. Em vez de concentrar o foco nas dificuldades, focamos as possibilidades.
Olhamos a vida como uma grande professora, que a cada instante nos proporciona uma oportunidade de aprendizado. Mesmo a dor pode ser uma grande professora. Ao passar por uma situação grave, as pessoas tendem a reavaliar suas percepções e reestruturar suas atitudes. A vida se torna mais viva e saborosa quando passamos a encará-la como uma grande experiência humana de aprendizado. Em vez de dividir as nossas vidas em dois blocos, um com coisas boas e outro com ruins, podemos adotar a seguinte atitude: na minha vida há coisas boas e outras que eu preciso aprender.
Ao apresentar ideias sobre atitude, não temos a pretensão de impor regras ou determinar caminhos, nem mesmo apontar quais são as melhores atitudes a serem tomadas. Acreditamos que em seu estado evolutivo, cada um faz o que lhe é possível fazer no momento.
O que vislumbramos é encontrar aliados dispostos a modificar suas atitudes e participar da grande missão de resgatar a dignidade humana. Desde já alertamos que não será fácil. A mudança de atitudes negativas em positivas exige um esforço permanente, um exercício diário pela prática do bem. É um caminho no qual não encontraremos respostas prontas. Cada um de nós deverá passar por sua própria experiência, e aprender a fazer suas próprias perguntas reais.
Entenda-se por perguntas reais aquelas que nos estimulam a investigar a vastidão de nosso mundo interior, e a encontrar respostas capazes de nos transformar em pessoas mais úteis, solidárias e responsáveis. Ao encontrar uma resposta significativa, a tendência é que nossa consciência se expanda, ampliando nossas visão e responsabilidade perante os problemas do mundo. Ao ingressar por esse caminho não há retorno, e nem como descrever o que será encontrado, temos que percorrê-lo com fé e determinação.
O desafio está lançado, convidamos todos a abrir mente e coração para que novas perspectivas nos sejam reveladas. O único conforto para nós é saber que todos percorreremos um caminho comum: o da consciência humana.
O que todos precisamos saber é que nossas atitudes afetam o mundo. Por exemplo, a diferença entre os resultados de nossas atitudes e as de George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, é o raio de ação que o poder de cada um alcança. As atitudes de Bush provavelmente emanam dos valores, crenças, experiências e interesses do próprio presidente. O fato é que elas são capazes de explodir um país inteiro. Enquanto as nossas magoam e agridem as pessoas ao nosso redor.
Se queremos um mundo melhor, devemos começar a cria-lo com as nossas atitudes. O que fica difícil é entendermos que o nosso país, o nosso estado, a nossa cidade, o nosso bairro, a nossa rua, a nossa casa e a nossa vida fazem parte do mundo. Precisamos acreditar que nossas atitudes podem mudar o mundo.
Gandhi disse: “Temos que nos tornar aquilo que queremos no mundo”

