InícioCANAISCARREIRADefinição de carreira momento crucial na vida dos jovens

Definição de carreira momento crucial na vida dos jovens

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O momento da definição de qual carreira seguir é um dos mais cruciais na fase da adolescência. É como se o jovem visse diante de si um enorme ponto de interrogação, sinalizando uma série de dúvidas: “O que quero ser?”, “Como almejar algo muito difícil, uma vaga em um curso concorrido?”, “E se eu escolher uma carreira e, durante o curso, sentir que não era bem isso que eu queria?”, “Como dizer aos meus pais que não desejo seguir a carreira deles?”, “Como vou me sustentar, manter uma família, se escolher uma profissão que é mal remunerada?”. Estas são apenas algumas das questões que infernizam essa fase tão conturbada da vida de todos.

Uma profissional que está muito acostumada a ouvir essas e outras perguntas é a psicóloga Katia Ura, orientadora profissional e psicopedagoga é fundadora da Ritus – Orientação Profissional & Desenvolvimento Humano, que já impactou mais de 3 mil jovens e adultos com seus programas, workshops e imersões. Segundo ela, 87% dos alunos que estão a três meses do período para prestar vestibular ainda não sabem em qual área irão concorrer e ficam mais preocupados em passar na prova de seleção do que refletir sobre o que realmente buscam.

Desde criança, é pessoa idealista, que sonha por um mundo melhor. Fez parte do Movimento Escoteiro por 26 anos no Grupo Escoteiro Uceg, e naquele tradicional espaço da colônia japonesa em Guarulhos, aos 17 anos, começou a dar atividades e coordenar projetos educacionais para crianças, adolescentes e famílias. “Foi a partir dessas experiências que comecei a ver o impacto que a educação e o desenvolvimento humano podem gerar nas pessoas, nas famílias e sociedade”, relata.

Katia atua há 16 anos como psicóloga clínica, orientadora profissional individual e em grupo, faz palestras e presta serviços de assessoria psicológica e psicopedagógica em escolas, organizações educacionais e empresas. Fez parte da equipe de orientadores profissionais do quadro “Qual vai ser?” do programa da TV Globo “Como será?”, onde era apresentada a situação de jovens na escolha profissional, influência dos pais e a busca de autoconhecimento através da orientação de um profissional.

“Gosto de explorar as múltiplas facetas e espaços nos quais a Psicologia junto com a Educação pode atuar. Com base nos meus ideais, sonhos e experiências, me inspirei criando a Ritus, empresa de Orientação Profissional e Desenvolvimento Humano, formada por profissionais qualificados nas áreas da Psicologia, Educação e Orientação Profissional. Realizamos atendimentos presenciais e on-line, palestras, imersões, workshops e parcerias com empresas e instituições educacionais através de programas de orientação profissional e a ‘Ritus na Escola’, que são encontros mensais para trabalhar as competências socioemocionais dos alunos do Fundamental II e Ensino Médio”, explica. “A Ritus existe para ajudar nesse processo profundo de autoconhecimento e estimulação das competências socioemocionais, para que possam sentir mais autoconfiança e responsabilidade pelas suas escolhas e sua própria jornada”, explica.

A Ritus faz parcerias com escolas, universidades e empresas. Tem como missão proporcionar aos jovens e adultos participantes, o “despertar do herói interior”, da autonomia e protagonismo em relação à própria jornada, possibilitando a compreensão de seu processo de maturidade e responsabilidade pelas próprias escolhas.

“A Jornada funciona como um rito de passagem da adolescência para a vida adulta através da escolha da profissão. Para isso, utilizamos uma metodologia única, com base no tema arquetípico que envolve a Jornada do Herói, teoria de Joseph Campbell. De forma lúdica, divertida e dinâmica, conseguimos convidar jovens, adultos e famílias para reflexões profundas sobre autoconhecimento, gratidão, empatia, amor-próprio, resiliência e busca de soluções, para enfrentarem suas dificuldades e fazerem escolhas com mais consciência e responsabilidade”, conta.

Kátia conclui definindo o que entende por herói e heroína: “Acredito que o verdadeiro herói ou heroína está dentro de todos nós, não são aqueles que serão os únicos a salvarem o planeta, mas são aqueles que têm coragem de seguir o chamado da alma, ser verdadeiro consigo mesmo, e desta forma, ser verdadeiro com o próximo. Acredito no nosso potencial humano e nas competências que nos tornam únicos. Acredito que quanto mais jovens conscientes de si, de sua importância no mundo, teremos mais profissionais responsáveis, éticos e felizes na sociedade no futuro.”

Psicopedagoga responde sobre dúvidas que
quase todos têm

E se eu escolher uma carreira e, durante o curso, sentir que não era bem isso que eu queria?

É muito comum os jovens repensarem a escolha profissional depois de começarem a faculdade, principalmente aqueles que não tiveram nenhuma experiência profissional anterior. Por sentirem-se pressionados a escolherem muito cedo, geralmente acabam fazendo escolhas de modo mais superficial, sem muitas pesquisas e com base no que acreditam e julgam como seria atuar em determinada profissão. Alguns jovens baseiam-se na vivência de adultos que conhecem e até em personagens de filmes, novelas e séries a que assistem. Por isso que se torna importante a ajuda de um profissional da área para orientá-los nesse momento de escolha. No caso, se já estiver cursando a faculdade e sentir que não faz mais sentido, é importante ver se consegue ressignificar a profissão escolhida, avaliar quais são as frustrações e as perspectivas, buscar reavaliar se as competências e habilidades pessoais combinam com a profissão e também refletir se não pode ser uma questão de dificuldade em lidar com os aspectos mais desafiadores e que exigem esforço e responsabilidade. Também neste caso, um psicólogo ou orientador profissional pode ajudar.

Como dizer aos meus pais que não desejo seguir a carreira deles?

Neste caso, acredito que pode ser bacana convidá-los para uma conversa para poder falar sobre seus reais desejos. Talvez uma questão importante a ser observada, se seus pais estão abertos a ouvir sobre seus desejos e sonhos, pois é muito comum os pais projetarem nos filhos seus próprios sonhos e frustrações, com medo de que os filhos sofram. Se você sentir que esse é o caso, pode ser legal falar sobre o desejo de se sentir ouvido e acolhido, mesmo que aquilo que busca não seja necessariamente o que seus pais querem para você. Construir um espaço onde todos possam falar sobre seus sonhos e medos pode ajudar a melhorar o vínculo entre pais e filhos e também a segurança de fazer escolhas mais genuínas consigo mesmo.

Como vou me sustentar, manter uma família, se escolher uma profissão que é mal remunerada?

Grande parte dos jovens manifestam esse medo de não conseguir uma independência financeira na hora de seguir uma profissão. E muitos pais também temem por isso. Nesse momento é importante pesquisar sobre as profissões, exemplos de trajetórias, salários iniciais e como seria depois de um tempo atuando na área… Acompanhar como anda o mercado de trabalho e perspectivas também pode ajudar a avaliar esse aspecto, lembrando que o mercado está em constante transformação, não é estático. Mas, tão importante quanto pesquisar o mercado de trabalho, é buscar se conhecer. Identificar as habilidades, competências, sonhos, necessidades e possíveis limitações vai ajudar no processo de escolha de forma mais genuína.

É preciso sentir o que realmente norteia suas escolhas. Se são seus sonhos ou se você está sendo norteado pelo seu medo da escassez. Se for este último, é importante refletir se escolher uma profissão pelo medo vai gerar o prazer e motivação suficientes para se desenvolver nela. Pois, a partir do momento que sua escolha estiver conectada com o sentido de estar nela, muitas ideias, criatividade, motivações e coragem para se destacar na profissão podem torná-lo um diferencial e, consequentemente, surgir a chance de obter reconhecimento e boa remuneração.

Para saber mais sobre o trabalho de kátia ura e do ritus:

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