O Hospital Nipo-Brasileiro passará a contar em meados de 2023 com mais um equipamento de ressonância magnética, que se somará aos dois que já estavam em operação. Segundo a médica radiologista Kiyomi Uezumi, a diferença da ressonância magnética em relação a outros métodos diagnósticos está no fato de fazer imagens sem utilizar radiação ionizante, permitindo o uso em gestantes; ter uma capacidade maior de diferenciação entre tecidos, mesmo sem o uso do contraste e, com o uso do mesmo, permitir, além do estudo da forma, fazer em alguns casos uma avaliação da função.
Ressonância magnética é um exame de diagnóstico por imagem que não possui radiação e permite a captação de imagens detalhadas e tridimensionais de forma não invasiva. Desempenhando um papel decisivo na hora de detectar, diagnosticar e monitorar o tratamento de doenças, esse exame permite ao médico especialista visualizar os vários tipos de tecido e estruturas do corpo humano.
A médica esclarece que a ressonância magnética é capaz de detectar inflamações, cistos, sangramentos, tumores, doenças da coluna, lesões de ligamentos, músculos, tendões, Acidente Vascular Cerebral (AVC) já aos 30 minutos dos sintomas, infartos do miocárdio e avaliar a função cardíaca, bem como outras anormalidades, ajudando o médico a realizar o diagnóstico mais preciso e tomar condutas mais apropriadas.
OPERAÇÃO

Kiyomi Uezumi explica que durante esse exame, o paciente é submetido a um campo magnético no qual se aplicam ondas de rádiofrequência semelhantes àquelas transmitidas pelas rádios FM, que agem sobre as moléculas do corpo, em especial, o hidrogênio, que é o componente primordial da molécula de água, que constitui cerca de 69% do nosso peso corporal, e responsável pela formação das imagens.
E, como consequência, essa combinação de ondas de radiofrequência e campo magnético produzem alterações sobre o organismo de forma totalmente indolor, imediata e reversível e, nesse processo de retorno, emitem um sinal que é transformado em imagem por computação.
O novo equipamento que será instalado até meados de 2023 pelo Hospital Nipo-Brasileiro, com tecnologia Siemens, tem abertura (bore) de 70cm e potência de 3,0 Tesla, permitirá o atendimento de pacientes com peso máximo de 240 quilos e circunferência abdominal máxima de 210 cm. Os equipamentos de bore 60 hoje em operação na maioria dos hospitais suportam o atendimento de pacientes com cerca de 150 quilos e circunferência abdominal de até 180 cm. A abertura maior do magneto oferece também mais conforto e menor sensação de enclausuramento do paciente.

