Duas brasileiras estão presas na Alemanha há quase um mês por tráfico de drogas. Segundo informações, as etiquetas das malas despachadas por elas foram colocadas em outras bagagens, que levavam 40 quilos de cocaína. Investigações da Policia Federal, indicam que a prisão foi injusta, e que um grupo criminoso é que foi o responsável pelo envio das drogas.
Funcionários do Aeroporto de Guarulhos são suspeitos de envolvimento no esquema de contrabanado foram presos.
Ainda de acordo com as acusações, as duas malas despachadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia 4 de março levavam 40 quilos de cocaína. As apurações apontaram que um funcionário que transporta as bagagens na área restrita do aeroporto foi flagrado trocando as etiquetas de identificação e, depois, as malas seguiram para Frankfurt, na Alemanha.
As duas brasileiras de Goiânia viajavam de férias e iam passar 20 dias na Europa, parando em diferentes países.
Os agentes tinham acabado de apreender as malas cheias de drogas e viram os nomes delas nas etiquetas coladas nas bagagens.
A empresária Katyna Baía e a veterinária Jeanne Paolini até explicaram que não eram donas daquelas malas, mas foram presas em flagrante por tráfico internacional de drogas.
A advogada das brasileiras Luna Provázio Lara de Almeida detalhou o momento da prisão. “Elas foram abordadas pela polícia alemã sem entender muito bem o que estava acontecendo. Elas só falam inglês e, quando eles começaram a falar que provavelmente elas estariam presas por questão de cocaína, elas não entenderam muito bem”, conta.
Nesta terça-feira (4), a Polícia Federal prendeu seis suspeitos do crime. Todos trabalhavam em empresas que prestam serviço no aeroporto.
“A gente está trabalhando de uma maneira muito rápida, muito célere, para que a gente possa demonstrar que essas duas goianas não tem envolvimento algum com o tráfico de drogas. Isso já está tudo demonstrado na nossa investigação”, afirma o delegado regional da Polícia Judiciária de Goiás, Rodrigo Teixeira.
Para provar que não houve crime, a Polícia Federal já encaminhou para as autoridades alemãs vídeos da quadrilha em ação e imagens e documentos que mostram que a mala das brasileiras tinham cores e pesos diferentes das que foram apreendidas.
As brasileiras estão presas e à espera de uma decisão da justiça alemã.

