No dia 13 de março, estava marcada há meses manifestação de opositores ao PT na avenida Paulista, quando surgiram convocações de defensores de Lula para que também se concentrassem no local.
Como as manifestações são livres, mas grandes aglomerações dependem de comunicação prévia às autoridades, o governador Geraldo Alckmin proibiu que os petistas e aliados fossem para a Paulista. Disse que, se quisessem, que se manifestassem em outro local. Com bom senso, lideranças do movimento resolveram recuar, recomendando que os apoiadores de Lula focassem no protesto que já haviam planejado para o dia 18, esta sexta.
Diante, porém, dos novos acontecimentos, grupos de opositores a Lula e Dilma acamparam desde quarta-feira, em frente à Fiesp, na avenida Paulista e lá têm até pernoitado.
Agora pela manhã, representantes da Secretaria de Segurança Pública lá estiveram, buscando a saída negociada desses grupos, visando evitar que haja confronto com os defensores do governo federal, cuja concentração deve ocorrer a partir das 16h. Em vão: eles se recusam a sair dali.
Em nome do bom senso, o governador Alckmin deve determinar que eles desocupem a Paulista. Creio que deveria, até, entrar com mandado de segurança com pedido de liminar, para uso de força policial, se necessário for. Caso contrário, ele estará usando um peso e uma medida diferente em cada situação.
Afinal, se tudo transcorreu em harmonia no domingo, 13, é porque foram evitadas as situações que pudessem resultar em confronto. Estamos em uma democracia (por enquanto, pelo menos) e é direito de todos manifestar-se.
Se os manifestantes contra o PT não tiverem o bom senso de sair por bem, que sejam aplicados os meios legais para os obrigar a desocupar a área e permitir que os defensores do PT manifestem-se à vontade.
Valdir Carleto
(foto: Nina Finco/Revista Época)

