Uma nova variante do HIV, identificada como CRF146_BC, foi detectada em três estados brasileiros: Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O estudo, conduzido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pela Fiocruz, revelou que o vírus é uma combinação dos subtipos B e C, predominantes no Brasil. A análise identificou a variante em um paciente que estava realizando tratamento em 2019 na cidade de Salvador. A
A variante recombinante, termo que se refere a quando dois subtipos de HIV se unem, recebeu o nome de CRF146_BC e foi diagnosticada em quatro pessoas.
Descoberta em 2019, a variante resultou da análise de cerca de 200 amostras de pacientes em Salvador e foi confirmada após comparar dados genéticos com bancos internacionais. Até o momento, não há evidências sobre a transmissibilidade ou a virulência desta nova variante.
A CRF146_BC responde ao tratamento com antirretrovirais, e não foram detectadas resistências aos medicamentos convencionais.
Dados no país
Um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que, em 2023, ocorreram 43.403 novos casos de HIV no país, com 73,6% registrados em indivíduos do sexo masculino e 26,6% no sexo feminino. O mesmo levantamento aponta que 190 mil pessoas que sabem ser portadoras do HIV/Aids ainda não iniciaram o tratamento, o que corresponde a 19% da população já diagnosticada com a doença.
A estimativa é de que um milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil.
Um estudo brasileiro, também de 2023, mostrou que o risco de morte em pacientes com HIV diagnosticados tardiamente chega a ser 6,17 vezes maior que a de pessoas que fizeram o diagnóstico em estágios iniciais.
Prevenção e cuidado
Especialistas alertam para a importância de continuar com as medidas preventivas, como o uso de preservativos e não compartilhamento de seringas, para conter a propagação do HIV e prevenir reinfecções.

