Cid Moreira, um dos maiores ícones da televisão brasileira, morreu nesta quinta-feira, 3, aos 97 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis. A causa da morte foi falência múltipla de órgãos após quadro de pneumonia. Dono de uma das vozes mais emblemáticas da comunicação brasileira, Cid nasceu em Taubaté, interior de São Paulo.
Referência do jornalismo, Cid apresentou o Jornal Nacional 8 mil vezes, por 26 anos.
Trajetória de um Ícone
Cid deu início à sua trajetória profissional aos 15 anos, quando começou a trabalhar como contador na rádio Difusora da cidade. Sua voz marcante e de timbre grave chamou a atenção, levando-o a ser convidado para atuar como locutor pouco tempo depois.
Em 1969, Cid alcançou projeção nacional ao se tornar âncora do Jornal Nacional, da Rede Globo, programa que apresentaria por quase três décadas, até 1996. Ele dividiu a bancada com Hilton Gomes na estreia do jornal e, em sua última edição, esteve ao lado de Sérgio Chapelin.


Grandes Momentos na TV
Cid não se limitou ao Jornal Nacional. Ao longo dos anos, ele também marcou presença em outros programas, como o Fantástico. Entre as participações de destaque, a narração do quadro de Mr. M.
Durante esse período, também trabalhou em produções cinematográficas, narrando documentários e atuando em filmes, como Angu de Caroço (1955) e Traficantes do Crime (1958). Sua voz tornou-se icônica nos jornais de cinema, que eram exibidos por todo o país.
Além de seu trabalho no jornalismo, Cid Moreira ficou famoso por narrar a versão em áudio da Bíblia, gravada em 2001.

Cid era casado havia mais de 20 anos com Fátima Sampaio e, recentemente, enfrentou algumas polêmicas com a mulher e seus dois filhos.
Famosos e jornalistas renomados lamentam a morte do apresentador.

