InícioCIDADEPOLÍTICAEm gravação, Renan e Sergio Machado dizem que não sobra ninguém

Em gravação, Renan e Sergio Machado dizem que não sobra ninguém

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Na edição de segunda-feira, a Folha de S.Paulo publicou reportagem revelando gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro (ligada à Petrobras), Sergio Machado, com o senador Romero Jucá (PMDB). Na conversa, os dois cogitam viabilizar um pacto nacional, que paralisasse as investigações da Lava Jato no pé em que estavam. Machado pede para fazer delação premiada.

Bombástica, a matéria fez com que Jucá pedisse para deixar o Ministério do Planejamento, que acabara de assumir no novo governo. Retornou ao Senado jurando inocência, pleiteando que a conversa seja analisada na íntegra, procurando dar a entender que, assim, ficaria evidenciado que ele não tramou contra a apuração das denúncias de corrupção.

Nesta quarta-feira, a Folha voltou à carga, publicando outra conversa de Sergio Machado, desta vez com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).

O diálogo aconteceu antes de ser votado o impeachment da presidente Dilma. Ambos criticam severamente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, membros do Supremo Tribunal Federal e Machado afirma textualmente, com termos impublicáveis aqui, que sua situação ficaria muito complicada se vier a ser julgado pelo juiz Sergio Moro.

Renan sugere que a saída seria uma espécie de “meio parlamentarismo”, no qual Dilma renunciasse ou se licenciasse, que Lula assumisse como se fosse um primeiro-ministro e um grande acordo cessasse as investigações, para evitar que muita gente seja atingida.

Em outro momento, cogita alteração nas leis, para que alguém que esteja preso não possa fazer delação premiada. Essa estratégia evitaria que fossem denunciados por Norberto Odebrecht, por exemplo.

Na fala de Sergio Machado, que por muitos anos foi do PSDB, se as investigações prosseguirem, não sobrará ninguém, a começar por Aécio Neves.

Como diz a piada, se o país for mesmo passado a limpo, talvez a moça do cafezinho do Congresso tenha de assumir as rédeas do Brasil.

Valdir Carleto

 

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