A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (22), mandados da 4ª fase da Operação Colateral e prendeu em um condomínio de luxo em Guarulhos o último integrante de uma organização criminosa responsável por trocar etiquetas de bagagens em aeroportos para enviar cocaína ao exterior.
O alvo preso hoje era responsável pela distribuição dos pagamentos dos outros integrantes da quadrilha, logística e planejamento para o envio da droga para a Europa.
Segundo a investigação, ele distribuía o trabalho entre os grupos que receberiam a droga dos traficantes, levaria para o aeroporto e colocariam no porão do avião. Era ele também que mantinha o contato com o dono da droga e com os grupos que atuavam no aeroporto.
Ao todo foram apreendidos na casa dele R$ 12 mil em espécie. O dinheiro estava em uma caixa. Ele alegou que o dinheiro era do sogro, pra quem ele trabalhava numa empresa de transportes e recebia salário de R$ 2 mil por mês.
Nas buscas a PF também foi identificado que havia um carro com valor estimado em R$ 100 mil e garrafas de uisque que custam mais de R$ 1 mil.
O grupo atuava manipulando etiquetas de malas de passageiros comuns, substituindo-as por bagagens carregadas com drogas. Em um dos casos, duas mulheres de Goiânia ficaram presas por 38 dias injustamente na Alemanha, em março de 2023, após terem suas malas trocadas.
No total, 16 pessoas foram presas nas quatro fases da operação. Ao menos seis deles já foram condenados pela Justiça paulista com penas que variam de 7 anos a 39 anos de prisão.
À época, a Polícia Federal desarticulou toda a organização, desde os seus membros de menor hierarquia e quase a totalidade dos líderes do grupo, com exceção de um, até então não identificado.
Nos últimos meses, a PF se dedicava a investigar o último integrante que estava foragido.
*Com Informações da PF e do portal g1

