A bacharela em Psicologia e mentora de mulheres, Adrielle Lopes, propõe uma nova perspectiva sobre o período de solteirice no livro “Encalhada? Não! Eu escolho…”. Em seus conteúdos, a autora defende que estar solteira não representa fracasso ou ausência de afeto, mas pode ser um momento importante de desenvolvimento pessoal, tomada de consciência e fortalecimento emocional.
Adrielle sugere cinco reflexões práticas para viver essa fase de forma madura:
Invista em si mesma: o foco deve estar no desenvolvimento pessoal, cuidado emocional, espiritualidade e projetos próprios. Para a autora, essas práticas não substituem a vida amorosa, mas constituem a base para relações futuras mais saudáveis: “Ao invés de procurar obsessivamente por uma ‘flor rara’, que tal cultivar seu próprio jardim? Autoconhecimento, terapia, vida espiritual e projetos pessoais não são distrações: são alicerces. Gente inteira atrai gente inteira.”
Atenção não é intenção: Lopes alerta para a importância de distinguir elogios e gestos pontuais de reais demonstrações de interesse e disponibilidade emocional, como forma de evitar frustrações e vínculos instáveis: “Nem todo homem que elogia está interessado. E nem todo interessado tem capacidade emocional para um relacionamento maduro. Saber diferenciar isso é salvar o próprio coração de ciladas afetivas.”
Seletividade como autocuidado: ser exigente não é sinônimo de intransigência, mas sim de preservar limites e valores. A autora afirma que o amor-próprio se expressa também nas escolhas afetivas: “Exigência não é arrogância, é amor-próprio. O segredo está em não aceitar menos do que se oferece. Mulheres que se conhecem não imploram presença, não negociam valores e não se adaptam ao que fere sua essência.”
Valorize o momento presente: a solteirice é tratada como um processo legítimo, e não uma espera passiva. Viver bem consigo mesma é, segundo a autora, condição para viver bem com o outro: “A solteirice não é um castigo, é uma chance de se reinventar. Viver com propósito hoje é o que constrói o amanhã. Quem vive bem sozinha estará ainda melhor acompanhada, se e quando isso acontecer.”
Afirme sua identidade: Lopes reforça que intensidade, sensibilidade ou profundidade não são excessos, mas traços que precisam ser respeitados. A escolha de permanecer solteira pode estar baseada em convicções e não em carência: “Você não é intensa demais, sensível demais, profunda demais. Talvez só esteja cercada de gente de menos. Honre sua essência e deixe que o raso se assuste — enquanto o verdadeiro se aproxima.”
A obra convida à reflexão sobre os padrões sociais impostos às mulheres, propondo autonomia nas decisões afetivas e fortalecimento da identidade individual. Segundo a autora, “estar solteira não é estar encalhada, é estar em processo — e processos não devem ser apressados.”

