InícioCIDADEDesassoreamento do córrego Taboão: identificando a origem dos problemas

Desassoreamento do córrego Taboão: identificando a origem dos problemas

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A Prefeitura de Guarulhos divulgou na sexta-feira, 26, que, por meio da Secretaria de Administrações Regionais (SAR), iniciou o desassoreamento do córrego Taboão, localizado na avenida Joaquina de Jesus, em resposta a diversos pedidos da população. O serviço está sendo supervisionado pela Regional Taboão. Um dos pedidos partiu do Click Guarulhos, que há várias semanas vem insistindo quanto à necessidade de retirar resíduos acumulados nas proximidades da Estação Aeroporto da CPTM.

Após a primeira publicação, a Prefeitura recolheu o lixo que estava na parte superior, no final da avenida Joaquina de Jesus e em frente a uma empresa. Porém, os detritos próximos à tubulação que passa sob o Terminal Taboão e despeja as águas no rio Baquirivu ali permaneceram, sendo que parte deles acabou sendo levada pela enxurrada quando choveu.

Agora, a Prefeitura informou que uma retroescavadeira hidráulica faz a retirada dos resíduos e detritos acumulados no leito do córrego. “A expectativa é que o trabalho aumente a capacidade de armazenamento e vazão das águas, prevenindo alagamentos na região”, diz o informe, que conclui citando: “A Prefeitura de Guarulhos reforça ainda o compromisso de realizar o desassoreamento de córregos e valas de drenagem por meio da Operação Tempestade. A iniciativa, de caráter preventivo, tem como principal objetivo evitar alagamentos em vias da cidade durante o período chuvoso”.

Fomos conferir e verificamos que no trecho onde foi iniciada a limpeza, dois grandes volumes de detritos foram retirados das águas.

Há material a remover em outros trechos, mas é o final do córrego, próximo à Estação, que requer providências com mais urgência.

Lixo jogado na água

Vimos, também, que há lixo jogado nas águas em vários pontos, entre a praça Oito de Dezembro e a Estação Aeroporto. Fica evidente que ao menos parte deles decorre da feira livre que ali acontece todos os sábados. E que, provavelmente, outros detritos têm origem no comércio ambulante que funciona ali aos domingos.

Já nas proximidades da Estação Aeroporto, vê-se nova acumulação de lixo em sacos plásticos e espalhados. Na frente da empresa, outro volume começa a se formar. É fácil identificar que alguns tipos de embalagens jogadas na beira do córrego são os mesmos comercializados por barracas que vendem lanches e outras coisas, entre o fim da avenida e a entrada da Estação.

Portanto, é imprescindível que a Prefeitura promova uma fiscalização para evitar que essas atitudes nocivas continuem e apurar responsabilidades. Além disso, que seja feita uma campanha de conscientização de quem exerce comércio em toda a extensão da avenida Joaquina de Jesus, para que não mais joguem lixo nas margens do córrego e nem nas águas.

Outro fator importante: não há sequer um cesto de lixo em toda a região às margens do córrego. É provável que se um container for colocado no final da avenida e cestos sejam instalados desde a saída da Estação, se evite que mais resíduos sejam carreados para o córrego. Ou seja, como diz o texto final da mensagem da Prefeitura, é preciso fazer um trabalho preventivo. E educativo.

Calçadas quebradas

Verificamos, também, que a calçada na margem do córrego, em seu primeiro trecho, está bastante danificada, impedindo a passagem de pedestres. Há trechos nos quais a calçada é inclinada, o que dificulta seu uso pelos pedestres.

Outro problema já apontado pelo Click Guarulhos é a falta de guarda-corpos em toda a extensão do córrego. Ali é grande o fluxo de pessoas que caminham desde a praça Oito até a Estação e o Terminal Taboão de Transporte Metropolitano, e, mais ainda, aos sábados, quando da realização da feira livre. Tanto a calçada precisa ser refeita em alguns trechos, quando os guarda-corpos precisam se recolocados, para segurança dos pedestres.

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