Na noite do dia 8 de junho, um acidente ceifou a vida de 18 pessoas quando um coletivo que vinha de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, tombou na via. O veículo levava estudantes para São Sebastião. Entre as vítimas estava o motorista.

Um laudo pericial revelou que o veículo trafegava em velocidade acima da permitida na via e apresentava uma falha nos freios. O ônibus transportava 33 pessoas e capotou logo após bater em uma rocha, no km 84 da Rodovia Mogi-Bertioga.

A advocacia Alves Araujo, que representa cinco famílias, informou para o portal Click Guarulhos que a situação é de total descaso.

O escritório teve acesso a gravações de áudios feitas pelos alunos um dia antes do acidente. Eles mostravam preocupação com a situação do ônibus, principalmente com cinto de segurança, que funcionava parcialmente, e com o motorista que dirigia em alta velocidade costumeiramente.

“Nem a Prefeitura nem a empresa de ônibus Viação Litoral prestaram auxilio às vítimas, que estão arcando com custos de tratamentos e medicamentos. A maioria se trata de famílias humildes onde os filhos desejavam uma melhora de vida, tentando a formação superior”, relatou o advogado. A advocacia busca providenciar as indenizações cabíveis, assim como pensão, custos com tratamento, danos morais, estéticos, materiais, além da responsabilização criminal dos culpados.