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Inmet mantém alerta vermelho para onda de calor em SP até dia 29

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém ativo o alerta vermelho para onda de calor que atinge partes das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, em especial os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

O alerta vermelho, que é válido até a próxima segunda-feira (29), é o maior grau entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo. Em Guarulhos, a temperatura neste momento é de 32ºC, com pancadas de chuva em alguns pontos da cidade.

De acordo com o Inmet, a área afetada está, desde o último dia 23, com a temperatura alterada em cerca de 5º Celsius acima da média histórica para essa época do ano.  

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo estão totalmente incluídos no alerta vermelho, além da região Norte do Paraná, compreendendo as áreas de Londrina e Curitiba; o Sul de Minas Gerais, englobando Uberaba, Varginha e Juiz de Fora; o Leste do Mato Grosso do Sul, incluindo Três Lagoas; e o Sul do Espírito Santo, na área de Cachoeiro de Itapemirim.

De acordo com o Ministério da Saúde, as ondas de calor são particularmente perigosas em áreas urbanas devido ao efeito de ilha de calor, em que a concentração de edifícios, concreto e asfalto retém calor, elevando ainda mais as temperaturas.

As ondas de calor podem ter impacto maior principalmente nos mais vulneráveis – como idosos, crianças, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, diabéticos, gestantes e população em situação de rua. 

Os principais sinais de alerta são:

  • Transpiração excessiva,
  • Fraqueza,
  • Tontura,
  • Náuseas,
  • Dor de cabeça,
  • Cãibras musculares e
  • Diarreia.

Nestes casos, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para uma avaliação. 

Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

Com aumento do calor extremo, resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a falência térmica do corpo.

“Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C”, explicou o profissional de saúde.

Na avaliação do médico do Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. “Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica”, alertou.

Quando está muito quente, Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. “Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica”, explicou.

Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.

“Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa”, acrescentou o médico.

As altas temperaturas interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a tomada rápida de decisões.

Para essas situações, não basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda.

“Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas”, explica Fernando Penna. “Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria”.

A recomendação do coordenador de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de falência térmica para evitar o colapso.

O Ministério da Saúde disponibiliza um guia com orientações sobre como lidar com temperaturas extremas. As principais indicações são manter a hidratação, utilizar vestimenta adequada, evitar atividades ao ar livre nos períodos mais quentes, e fazer refeições leves.

*Com Informações da Agência Brasil

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