InícioDESTAQUEOperação prende 580 agressores de mulheres no estado de São Paulo

Operação prende 580 agressores de mulheres no estado de São Paulo

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A operação realizada pelas polícias Civil e Militar na terça-feira (30) resultaram em 580 agressores de mulheres presos. As ações reforçam a segurança neste fim de ano. Entre os destaques, está a mobilização de quase 2 mil policiais para cumprir mandados judiciais relacionados à violência doméstica.

A ação realizada em conjunto entre a Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria de Políticas para a Mulher, cumpriu 562 mandados de prisão em todas as regiões do estado. A maior parte das prisões realizadas pela Polícia Civil ocorreu na Grande São Paulo, com 161 detidos. Na capital, o número chegou a 139. Além disso, mais 18 homens foram presos em flagrante.

O trabalho envolveu todos os Departamentos de Polícia Judiciária do Interior e todas as seccionais do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, com atuação direta das Delegacias de Defesa da Mulher.

Em novembro, outros 1,3 mil agressores de mulheres já haviam sido presos durante a operação Hera II, que durante 21 dias intensificou o combate à violência doméstica no estado. Até outubro deste ano, mais de 11 mil infratores foram detidos pelas forças de segurança paulista.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, agradeceu o empenho dos mais de 1,8 policiais civis envolvidos. “É uma causa que a gente tem batalhado muito. São Paulo não vai deixar para trás os agressores de mulheres. Eles precisam saber que aqui existe uma polícia firme para combater qualquer tipo de violência contra elas”, disse o secretário.

A coordenadora de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Cristiane Braga, detalhou o perfil dos presos. “Temos crimes de toda ordem, mas a maior incidência é crime de lesão corporal e descumprimento de medida protetiva, o que mostra um perfil de desrespeito a decisões judiciais. Com isso, evitamos que ele reincida em condutas mais graves. A maioria deles são conviventes ou ex-conviventes, mais jovens e já condenados”, afirmou.

Em novembro, outros 1,3 mil agressores de mulheres já haviam sido presos durante a operação Hera II, que durante 21 dias intensificou o combate à violência doméstica no estado. Até outubro deste ano, mais de 11 mil infratores foram detidos pelas forças de segurança paulista.

As ações integram a estratégia do Governo de São Paulo de enfrentamento permanente à violência contra a mulher, unindo ações repressivas, prevenção e políticas públicas de proteção. O objetivo é ampliar a segurança das mulheres, interromper ciclos de violência e assegurar o cumprimento rigoroso das decisões judiciais.

A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, que também chefiou as DDMs, destacou o papel da prevenção no combate à violência da mulher. “São 142 delegacias da mulher em São Paulo. Em nenhum estado chega a 10% desse número. Aqui, as políticas são pioneiras. Temos DDM online que atende às mulheres em qualquer lugar do estado para fazer um boletim de ocorrência e pedir medida protetiva”, diz Adriana Liporoni.

“Um homem preso significa uma mulher salva, uma família salva”, disse a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Até outubro, a Polícia Civil havia prendido 11 mil agressores de mulheres. “Com essas operações de novembro e dezembro, vai chegar nos 13 mil”, informou Adriana.

Feminicídio

O crime de feminicídio se caracteriza pelo homicídio de uma mulher cometido em razão do seu gênero, caracterizado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina.

É considerado a expressão máxima da violência de gênero e ocorre frequentemente como desfecho de um histórico de agressões, podendo ser motivado por ódio, inferiorização ou sentimento de posse sobre a vítima.

No Brasil, é considerado um crime hediondo e, quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.

Aumento de casos

A operação ocorre em um contexto de aumento dos casos de feminicídios na capital. Em 2025, a cidade registrou o maior número para um ano desde que a série histórica foi iniciada, em abril de 2015.

No final de novembro, houve grande repercussão do atropelamento de Tainara Souza Santos, que foi arrastada, presa no veículo, por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Na ocasião, a vítima teve as pernas severamente mutiladas.

Ela chegou a ser socorrida, passou por cirurgias, mas morreu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

O autor da agressão, Douglas Alves da Silva, foi preso no dia seguinte ao crime após investigações da Polícia Civil.

*Com Informações da Agência São Paulo e Agência Brasil

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