Depois de inaugurar no bairro da Casa Verde, em São Paulo, mais uma Casa Terapêutica, para acolhimento a dependentes químicos em situação de rua, com capacidade para até 45 vagas rotativas do público masculino maior de 18 anos, o governador em exercício de SP, Felicio Ramuth visitou na sexta-feira, 9/1, a unidade do Espaço Prevenir, no Jardim Maia, em Guarulhos. No total, o programa mantém 11 unidades em funcionamento, sendo cinco entregues em 2025.
Segundo nota oficial, a iniciativa é pioneira da atual gestão e atende de maneira humanizada pessoas com transtornos por uso de substâncias psicoativas e seus familiares. No serviço, uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, pedagogos e psicólogos atua para fortalecer os vínculos familiares, criar redes de apoio e cuidado, além de auxiliar no tratamento e prevenção de recaídas. “O atendimento é personalizado e cada família é acompanhada de acordo com suas particularidades e demandas específicas”, afirma a nota.
Entre os serviços oferecidos estão dinâmicas psicossociais, terapias individuais e em grupo, consultas com psicólogos, programas culturais e de lazer, além de orientação profissional para facilitar a inserção no mercado de trabalho. Os familiares também recebem orientação para fortalecer a rede de apoio necessária para o processo de tratamento.
O Espaço Prevenir também tem unidades na capital, Carapicuíba, Bauru, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Franca e São Vicente. O serviço funciona de portas abertas para o público, de terça a sexta-feira, das 12h às 21h, e aos sábados, das 8h às 17h. O atendimento é gratuito e não requer agendamento prévio.


Reações da população vizinha
Há alguns meses, quando o governo estadual anunciou a criação do Espaço Prevenir, no Jardim Maia, moradores do bairro mobilizaram-se contrariamente, por entender que a iniciativa provocaria maior circulação de pessoas em situação de rua pela região, com o temor de que ocorressem assaltos e furtos.
Depoimentos colhidos pelo Click Guarulhos entre moradores da Vila Rosália, onde há outras unidades desse tipo, entretanto, foram tranquilizadores. Mais de um ano depois de instaladas, nenhum incidente envolvendo pessoas em tratamento em alguma delas foi registrado.
Assaltos e furtos acontecem com frequência em praticamente toda Guarulhos, não havendo indícios de que a instalação dessas casas de acolhimento tenham influência nos índices de ocorrência desses delitos.

