Por Talita Ramos
Algumas mulheres, com o passar do tempo, perdem quase que por completo o prazer em se cuidar e se arrumar, alegando ter idade avançada ou ainda culpando as tarefas do dia a dia para justificar a falta de vaidade. Mas, a verdade é que quando uma pessoa deixa de se importar consigo mesma, isso pode ser um sinal de que o amor próprio acabou. “Falta de vaidade é um indicativo de falta de amor próprio, mas claro que temos que considerar o histórico de vida da pessoa e o quanto se cuidar é importante para ela. Alguém que se gosta, se respeita e se prioriza, acaba normalmente tendo mais prazer em se cuidar e também se sentindo mais bonita. É importante saber que beleza tem mais a ver com a forma como a gente se sente do que com a aparência física”, explica a psicóloga comportamental Leticia de Oliveira.
Relação com a idade
Embora hoje em dia a ideia de velhice tenha evoluído bastante, já que atualmente é possível envelhecer com um pouco mais de qualidade de vida, sua chegada ainda diminui a motivação de muita gente. “Já ouvi muitas mulheres dizendo que deixaram de lutar contra o tempo, o que implica em deixar de se cuidar, mas também já ouvi muitas batalhando para se verem sempre de uma maneira melhor. Essas pessoas precisam entender o que mudou em suas vidas e que essa falta de motivação atinge seu estado de espírito e autoestima. Se nada mudou e se a pessoa fica bem não se cuidando, tudo bem. Mas acredito que isso não é o mais comum. Entendo que se temos pouco cuidado conosco é porque provavelmente estamos passando por alguma fase de sentimento de menos valia em nossas vidas”, afirma a psicóloga.
Amor próprio
Para evitar esse tipo de situação é importante ter em mente o sentido do amor próprio, além do fato de que é preciso se valorizar. “Isso nos ajuda em nossa relação com o mundo; ou seja, ajuda nas relações amorosas, sociais, no trabalho. Quando temos uma boa autoestima ensinamos ao mundo que merecemos respeito e admiração. A vaidade é consequência dessa boa autoestima”, explica Letícia.
O que fazer?
Para quem vive essa realidade na família (com a mãe, irmã, esposa) é possível ajudar na recuperação da autoestima dessas mulheres, incentivando-as a buscar reforços em sua vida, seja desenvolvendo um hobby, traçando metas pessoais ou apenas passando a ter uma vida mais sociável. “É preciso conversar e tentar entender o que há de errado com o comportamento e cotidiano de quem perde a autoestima. Não adianta criticar e nem cobrar. Quando a pessoa se sente pressionada ela recua ainda mais”, finaliza a psicóloga.
Em casos em que nem a família ou amigos próximos conseguem ajudar, o mais indicado é procurar a ajuda de um profissional para o problema não evoluir para algo mais grave, como uma depressão, por exemplo. Para quem precisa apenas de um empurrãozinho, lembre-se de que a idade não importa, pois você continua linda, basta valorizar a si mesma.


