InícioCANAISMULHERNova tecnologia permite rastreamento precoce do câncer de colo do útero

Nova tecnologia permite rastreamento precoce do câncer de colo do útero

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Ministério da Saúde iniciou, em março, a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um método moderno e inovador que representa um avanço para o rastreamento organizado do câncer de colo do útero. Ofertada inicialmente em 12 estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal), a tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais.

A oferta possibilitará o rastreamento precoce em cerca de 5,6 milhões de mulheres em cinco anos, nos estados nos quais a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente. O lançamento da iniciativa no estado foi realizado no Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), em Camaçari, Bahia, com a presença da diretora da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa.

O estado integra o grupo de 12 estados contemplados por já contar com serviços de referência para colposcopia e biópsia, garantindo fluxo assistencial completo para mulheres com resultados alterados.

O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres. Por isso, a oferta do novo modelo de rastreamento é considerada um marco para a saúde da mulher em vista de uma série de benefícios. Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o novo teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado der negativo. Outra vantagem é o rastreamento equitativo e de alta performance, que alcança mulheres em áreas remotas ou com menor oferta de serviços.

“Estamos implementando essa nova forma de diagnóstico e prevenção do câncer do colo do útero, aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Novo método será implementado em todo o Brasil até o final de 2026

A implementação começa por um município em cada estado, sendo ampliada conforme a finalização da troca do método. A meta é que, até dezembro de 2026, o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano. “Graças ao SUS e à parceria com estados e municípios, o Brasil será capaz de implementar nacionalmente essa tecnologia em tempo recorde. Países como Reino Unido, Espanha e Portugal levaram de dois a três anos para conseguir o mesmo”, evidencia o ministro. 

 Teste molecular substituirá o exame Papanicolau de forma gradativa

Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, o teste molecular de DNA-HPV substituirá o exame citopatológico Papanicolau, que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV der positivo. Por ser mais eficaz, a nova tecnologia permite ampliar os intervalos de rastreamento para até cinco anos, aumentando a eficiência e reduzindo custos.

“Com o Papanicolau, o exame precisa ser repetido a cada três anos. Com essa nova tecnologia, o intervalo passa a ser de cinco anos. Além disso, elimina a necessidade de nova coleta quando o resultado é inconclusivo — a mesma amostra já serve para todos os exames necessários, acelerando o encaminhamento ao tratamento”, explica Padilha.

Rastreamento organizado do Câncer do Colo do Útero 

Pelas Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, as medidas estabelecem o rastreamento organizado, forma de trabalho na qual o SUS convida ativamente mulheres de 25 a 64 anos, público-alvo da iniciativa, para realizar o exame.

Para isso, as equipes de Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde farão o levantamento das mulheres da região que estão na faixa etária do rastreamento, com o teste ginecológico atrasado ou que nunca o fizeram, assim como as que ainda não foram vacinadas.

A elaboração das diretrizes foi coordenada pelo INCA com a participação de 81 especialistas que representaram a cinco Secretarias do Ministério da Saúde, além da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e outras 37 instituições de todas as regiões do país, incluindo universidades, hospitais, sociedades médicas e organizações da sociedade civil.

Pacientes do SUS terão acesso ao novo exame nas unidades básicas de saúde 

O público-alvo do rastreamento organizado são as mulheres cisgênero, incluindo homens transgênero, indivíduos não binários, de gênero fluido e intersexuais nascidos com sistema reprodutivo feminino.  Para ter acesso ao novo teste molecular DNA-HPV, basta marcar uma consulta ginecológica regular nas Unidades Básicas de Saúde. O estado usará o cruzamento de informações de pessoas não vacinadas 

Novo exame já disponível na rede Dr. Consulta

As mulheres que não quiserem esperar o chamado das UBSs para utilizar a nova tecnologia podem fazer o exame na rede Dr. Consulta, que tem duas unidades em Guarulhos.

Há uma unidade na rua João Gonçalves, 261 – Centro e outra dentro do Internacional Shopping – Itapegica.

Custo do exame:

Papanicolau R$ 99,00 – com cartão R$ 69,00
Genotipagem HPV R$ 248,00 – com cartão R$ 173,00


Informações a respeito podem ser obtidas pelo telefone (11) 4090-1510
www.drconsulta.com

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