Duas mulheres e um homem suspeitos de integrar um esquema de comércio ilegal de jogos online foram presos nesta terça-feira (7) durante a Operação Gank. As prisões aconteceram durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis na capital paulista, no Grande ABC e no litoral.
As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que atua no combate à pirataria, começaram após denúncia de uma entidade internacional que representa empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos. Segundo estimativa da associação, o esquema causou prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão ao setor de jogos.
A quadrilha operava provedores que distribuíam ilegalmente jogos digitais pela internet. Os conteúdos eram oferecidos sem autorização dos detentores dos direitos autorais, causando perdas financeiras às empresas desenvolvedoras.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram a estrutura usada para a distribuição ilegal dos materiais em imóveis nos municípios de Praia Grande, São Bernardo do Campo e São Paulo. Equipamentos de processamento, dispositivos empregados na comercialização online dos conteúdos piratas e aparelhos celulares foram apreendidos.
Ao todo, cinco pessoas são investigadas por envolvimento no esquema, mas três delas foram presas em flagrante no decorrer da operação.
De acordo com o delegado Wagner Carrasco, titular da 1ª DIG, além dos prejuízos financeiros às empresas desenvolvedoras, a atividade clandestina também impacta a arrecadação pública e pode colocar consumidores em risco.
“A pirataria de jogos não prejudica apenas as empresas do setor. Ela também lesa o poder público, com a sonegação de impostos, e representa um risco para os consumidores, já que esses links ilegais podem ser utilizados para aplicar golpes e capturar dados sensíveis”, afirmou.
O nome da operação faz referência ao termo “gank”, uma gíria conhecida entre jogadores, usada para descrever uma emboscada contra um adversário durante uma partida. O caso foi registrado na 1ª DIG. As investigações contra os envolvidos no esquema criminoso prosseguem.
*Com Informações da Agência SP

