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Hospital Nipo-Brasileiro faz simulação de catástrofe em parceria com Bombeiros e Polícia Militar

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Eventos de força maior e acidentes de alta complexidade exigem dos serviços de emergência uma resposta imediata, coordenada e de extrema eficiência para a preservação de vidas. A recorrência de episódios críticos na história recente da saúde pública reforça que o sucesso do atendimento hospitalar em cenários de desastre depende diretamente do nível de preparação prévia das instituições. 

Pensando nisso, o Hospital Nipo-Brasileiro (HNIPO), localizado em São Paulo, realiza anualmente uma grande Simulação de Catástrofe. O exercício, feito em parceria com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, visa capacitar a equipe interna para situações de emergência e alta  demanda, reforçando a importância da atuação conjunta entre as forças de segurança e o setor de saúde.

Mobilização Geral e Realismo

A última edição do treinamento aconteceu no dia 29 de maio de 2026, mobilizando toda a estrutura do hospital. Para garantir o máximo de realismo, a ação contou com voluntários no papel de vítimas além de maquiadores profissionais especializados em reproduzir ferimentos e queimaduras realistas.

Desde 2025, o Hospital Nipo-Brasileiro conta com o Código Lilás, plano institucional voltado ao atendimento de situações com múltiplas vítimas, que estabelece fluxos e protocolos para garantir uma resposta coordenada, segura e eficiente em cenários de emergência. Como parte dessa preparação, as equipes são treinadas para aplicar o Método START (Simple Triage and Rapid Treatment), protocolo de triagem rápida que avalia critérios como respiração, perfusão e nível de consciência, permitindo classificar os pacientes por níveis de prioridade e direcioná-los adequadamente para atendimento.

O exercício exige o acionamento de todas as áreas da instituição, desde a linha de frente até o suporte estratégico:

  • Atendimento e Assistência: recepção, seguranças, enfermeiros, psicólogos, médicos e cirurgiões atuam sob protocolo de prontidão e triagem rápida.
  • Áreas de Apoio: farmácia, assistência social, internação, engenharia clínica e manutenção são algumas das áreas que também preparadas e que se mobilizam para ajustar processos, garantindo suprimentos, leitos e o funcionamento dos equipamentos.
  • Gestão de Crise e Administrativo: equipes de comunicação, ouvidoria e alta administração assumem a sinalização do hospital, a elaboração de comunicados oficiais, o acolhimento ao paciente, tomadas de decisões e o direcionamento de fluxo para conter o impacto no restante da operação hospitalar.

“Esse tipo de treinamento visa organizar a estrutura interna da instituição para que todos ajam com rapidez, coordenação e segurança em ocorrências de grande complexidade, salvando mais vidas e minimizando danos. Não queremos que casos como esses aconteçam, mas quando ocorrem, precisamos estar preparados para responder e continuar oferecendo eficiência e seriedade para lidar da melhor forma possível”, destaca Sérgio Okamoto, superintendente do HNIPO.

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