Quem procura atendimento nas unidades de saúde de Guarulhos sofre com a falta de médicos, estrutura, remédios e equipamentos.

A saúde de Guarulhos passa por uma delicada situação, reclamações por falta de remédios e materiais prejudicam o atendimento à população, que sofre também com as longas filas e precariedade nos serviços.

A Policlínica Paraventi, por exemplo, carece de fralda há pelo menos três meses. Dramin, Fenergan e vitamina C são alguns dos medicamentos que frequentemente estão em falta nos estoques. “Não tem copo descartável. Estamos dando comprimido em copinho de coleta,” desabafa um dos funcionários da unidade que preferiu não ser identificado por medo de represálias. “Está bem difícil de trabalhar”.

Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Serôdio, pessoas aguardam para serem atendidas no chão e chegam a esperar até três horas nesta situação. A porta do consultório dois está sem tranca. Foi arrombada. Na farmácia, a falta de medicamentos como parecetamol e remédios para tireóide é constante. Internauta encaminhou foto à Redação do Click onde mostra que apenas uma atendente ocupava os guichês da UBS nesta segunda-feira, 20.

No Hospital Geral de Guarulhos (HGG) faltam lençóis, que segundo enfermeira da unidade, são terceirizados. “Quando não há pagamento, falta mesmo. Aí ficamos com pouquíssimos lençóis e o que da para continuar usando se não estiver muito sujo continua. Não dá mais para trocar de roupa de cama todos os dias”. Ainda segundo a profissional, que também solicitou a não identificação, o problema acontece desde a metade do ano passado. Além do problema com as roupas de cama, há também déficit no fornecimento de fraldas, gases e outros insumos.

Sobre o problema, a Secretária de Saúde de Guarulhos respondeu que o motivo pela falta de alguns insumos é devido ao atraso no pagamento dos fornecedores pela gestão anterior, desde julho de 2016, situação que a atual gestão está negociando, por meio da repactuação dos contratos, a fim de regularizar o abastecimento. A administração informou que pagamentos do exercício de 2017 estão rigorosamente em dia.

Já a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, responsável pelo HGG, não respondeu até a publicação desta matéria.