Dezenas de servidores da Saúde participaram de reunião no Sindicato para debater os efeitos da terceirização no Hospital Municipal de Urgências (HMU), Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) e da Policlínica Paraventi, nesta terça-feira, 9. Eles foram pegos de surpresa com o fato da Prefeitura anunciar a contratação da OS Gerir como gestora dessas unidades.
A terceirização na Saúde gera insegurança para o corpo de funcionários. Segundo o Stap, o leque de riscos se abre: demissões, mudanças de horário/turno de trabalho, deslocamento do servidor para outras unidades.
O diretor Rogério de Oliveira, que é servidor da área, diz: “O pessoal está receoso, mas pronto pra ir à luta, porque não aceita a imposição da medida tomada pelo governo. Faltou transparência no processo e isso não é forma correta de se agir”.
A diretora Renata Grota chamou a atenção para a necessidade de organização do setor. “Ou a gente se organiza, ou vão nos passar pra trás. É hora de se impor enquanto trabalhador, mas para isso é fundamental que estejamos unidos e alinhados”.
O advogado Marcelo Mendes frisa que a “terceirização deixa os trabalhadores em situação vulnerável” e adianta que ofício do Sindicato solicita cópia do contrato assinado entre a administração e a contratada. Clique aqui e confira o documento.
A Prefeitura de Guarulhos publicou no Diário Oficial, em edição extra, desta quarta-feira, 10, o extrato de convênios entre a Prefeitura e o Instituto Gerir. A vigência do contrato tem duração de um ano, com valor de R$ 162.211.59120.
O Sindicato dos Médicos, em apoio, esteve presente na reunião. Ficou marcada participação dos servidores em reunião do Conselho Municipal de Saúde amanhã, 11, às 14 horas, na Secretaria da Saúde.

