A possibilidade de proibição da disponibilização de sal de cozinha nas mesas e balcões dos estabelecimentos que comercializam alimentos preparados para consumo imediato provocou um debate na sessão da Câmara de Guarulhos desta terça-feira, 12 de setembro.
O projeto, apresentado pelo vereador Pastor Anistaldo (PSC) e que tinha o ex-vereador Guti (PSB), atual prefeito, como signatário, foi rejeitado com um placar de 10 votos favoráveis e 17 contrários. “Perdemos a oportunidade de contribuir com a saúde da população”, disse o Pastor Anistaldo.
Antes da votação, o vereador Edmilson Souza (PT) defendeu o voto contrário ao projeto argumentando que a proibição deveria ser substituída por campanhas educativas. O autor argumentou que o sal exposto aguça o desejo do consumidor que, muitas vezes, usa em demasia pelo simples fato de estar disponível nas mesas. “Pelo que percebi aqui, muitos misturaram o conteúdo do projeto. Ninguém está proibindo o consumo do sal. Quem quiser usar, basta pedir ao garçom ou balconista. Queremos proibir a exposição do saleiro”, disse.
Antes desse debate, os vereadores aprovaram dois projetos em segundo turno: “Obrigatoriedade de afixação de cartaz, nos postos revendedores de combustível, com informação sobre o percentual da diferença entre os preços de gasolina e do etanol” cujo autor é João Dárcio (PODE) e “Regulamentação da cobrança de serviços extras nas contas de energia”, de Toninho da Farmácia (PSD). Outros dois projetos passaram em primeira discussão.



