InícioCIDADEPOLÍTICAACE-Guarulhos vai à Assembleia Legislativa contra AR para negativação de inadimplentes

ACE-Guarulhos vai à Assembleia Legislativa contra AR para negativação de inadimplentes

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Liderados pela Facesp, dirigentes vão pressionar os deputados pela aprovação do PL 874/16, que acaba com o famigerado AR para negativação de inadimplentes

O presidente da ACE-Guarulhos, William Paneque, estará na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta terça-feira, 24/10. Ao lado de representantes de diversas associações comerciais paulistas, o dirigente vai engrossar as fileiras da Facesp (Federação das Associações Comerciais) na cobrança pela aprovação do Projeto de Lei 874/16, de autoria do governador Geraldo Alckmin, que coloca fim na obrigatoriedade do Aviso de Recebimento (AR) para negativação de inadimplentes.

O texto, com uma emenda aglutinativa, será votado no Colégio de Líderes e seguirá, se aprovado, para o plenário. “É importante a participação de todos neste momento decisivo para todos nós. Estamos nesta luta desde o ano passado, mobilizando os deputados da nossa região em visitas aos gabinetes. Agora é hora de acompanhar de perto como cada um vai votar”, afirmou Paneque.

O fim da obrigatoriedade do AR é uma luta antiga da Facesp e das associações comerciais. Após idas e vindas no Legislativo, o projeto 874/16 foi assinado pelo governador Geraldo Alckmin em dezembro de 2012. O texto exige que, antes da negativação, seja concedido ao consumidor um prazo mínimo de 20 dias – o dobro do que a atual lei – para a quitação do débito, devendo seu nome ser incluído em sistemas de inadimplência apenas no caso de não pagamento. Outro ponto importante do texto é a obrigatoriedade da disponibilização aos consumidores, por parte dos bancos de dados de proteção ao crédito, de cartilhas de orientação financeira e prevenção de superendividamento.

Para o presidente da Facesp, Alencar Burti, esses três pontos – dilatação do prazo, acesso à informação e orientação – vão beneficiar o consumidor. “O grande problema do Brasil hoje é a falta de crédito. Quem quer trabalhar não consegue, é muito caro o dinheiro. Você não consegue pagar o financiamento. Na medida em que você evita cobrar o mau pagador e a inadimplência cresce, o bom pagador tem o financiamento mais caro”, declarou o governador Alckmin.

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