O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) descartou uma carga de 10 toneladas de peixe podre do Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta quinta-feira, 30, após cinco anos abandonada.
O problema começou em 2013, quando uma companhia aérea, que depois foi adquirida pela Latam, desembarcou a carga do Chile no Rio de Janeiro, ao invés de São Paulo. O produto foi encaminhado para o Aeroporto de Guarulhos, mas não havia mais a possibilidade de alterar o registro no sistema, a operação ficou impossibilitada e a mercadoria ficou abandonada no terminal.
Segundo o superintendente do Ibama em São Paulo, José Edilson Marques Dias, a concessionária GRUAirport entrou com mandado de segurança na Justiça pedindo a retirada da carga, já que os custos de conservação do pescado em refrigeração eram pagos pela concessionária.
Dias informou que existem no aeroporto, atualmente, cargas de 15 empresas em situação semelhante. Todas são multadas diariamente em R$ 600 mil. “Depois de 90 dias, quando a carga não tem dono, ela já tem que ser destinada, e o Ibama começa a notificar o autor.”
Em nota, o Ibama informou que notificou a companhia aérea Latam, responsável pela carga, em outubro deste ano, determinando que fosse dada a destinação ambiental adequada. “Por recomendação dos órgãos fiscalizadores, a empresa irá incinerar a carga em Mauá, no interior paulista. Representantes do Ibama, da Receita Federal e o do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irão acompanhar o procedimento”, diz o texto.

