Em Guarulhos, transporte público é sinônimo de descaso do poder público. Além dos carros serem péssimos e oferecer o mínimo de conforto que um cidadão de um município que detém o 12º PIB nacional merece, o preço cobrado é abusivo e não condiz nem um pouco com o retorno.
Somada a esse déficit grotesco, tem a malha viária da cidade, que é uma vergonha. Não precisa andar muito pelas ruas para notar algum problema relacionado à pavimentação, sinalização ou geometria das vias.
Fora todos os problemas citados acima, os motoristas de ônibus não colaboram. Nesta segunda-feira, 15, presenciei uma situação incômoda não só para mim, mas também para as cerca de 40 pessoas que estavam dentro do ônibus que faz a linha 731, de placa CUC 6093: o motorista não parava nos sarjetões, fazia curvas perigosas, sem falar na alta velocidade e freadas bruscas. Os comentários dos passageiros eram audíveis e alguns até direcionados ao responsável. Infelizmente, a pratica não é exclusiva apenas deste motorista em bom tom. Das outras vezes que usei o transporte público, principalmente em linhas que vão à periferia da cidade, é quase regra as infrações.
A Secretaria de Transportes e Trânsito de Guarulhos informou ao Click Guarulhos que, em 2017, 4.413 autuações foram aplicadas ao Sistema de Transporte Público Municipal (concessionários e permissionários). Esses são dados apenas do que cabe à Prefeitura multar.
As multas municipais, aplicadas pelos guardas de trânsito da Prefeitura, são: penalidade por excesso de velocidade; parar ou estacionar em local proibido ou que comprometa o fluxo de automóveis; excesso de peso, dimensões e lotações dos veículos, etc.
Fica a pergunta: será que a fiscalização a esses veículos tem sido rotineira?
Jônatas Ferreira

